domingo, 2 de novembro de 2008
CONTOS DO NINO LEE
A NOITE EM QUE EU QUIS MATAR O ROCKNROLL
Ontem cheguei em casa cansado, havia sido um dia
cheio, estressante e quando rola essa canseira eu quero mais
eh relaxar , tomar um banho , ir pra cama cedo, fazia parte de um
Tratamento que me levara a um espécie de isolamento da loucura,
nessas horas eu ignoro meus discos e passo longe deles, não quero nada com o
rock.
Tinha passado no super e comprado umas coisinhas pra
tomar um café esperto na báia ,passei na banca ,comprei
umas figurinhas pra minha filha se divertir,enfim ficar na
boa comigo mesmo e com a vida ,quem sabe ate ver a
novelinha ,confesso que meu estado lá era o de me transformar de novo em uma pessoa normal ....mas a calmaria era só aparência.
Foi só chegar em casa e o meu celular tocou, nunca toca e quando toca eh na
hora errada. Era o Nelson(o dilara)na linha , já meio torto as
sete da noite e me ordenando que eu fosse ao ensaio da bandinha
dos amigos dele (eh exatamente assim que ele se referia aos
seus amigos quarentões)
-“ô Nelson ,desencana disso meu, eu não to afim de começar tudo de novo,
não vou, não posso, tenho coisa pra fazer (dormir eh claro)
-“Como não vai? vai sim!vai agora!, responde o sujeito com autoridade.
“-sinto muito meu camarada mas não dá! e desliguei o
telefone.
Aquela ligação tava mesmo chata pra caralho!
E fui tomar o meu banho, tudo novamente na paz, sem nenhuma
ameaça de algo pior.,quando batem na porta.
Era o Markus com um garrafão de vinho na mão e querendo papo, puta que o
pariu,o que eu ia fazer? mandar o cara embora?.
Na hora me veio o pensamento de que piradaços do rock me perseguem que nem mosca na merda, se não bastasse o dilara, ainda tinha o Maurilio querendo que eu fizesse uns ensaios com uma banda de baile, imaginem eu
cantando numa banda de baile? nao dá!
Mas deixei o Markus entrar,ele já tinha me quebrado varios galhos tinha de ser cordeal com o cara ,embora algo me dissesse que aquilo não ia dar certo...
Foi pro espaço o meu café em família e a garrafa se abriu,copo vem copo vai e
começou o delírio, um cd atrás do outro a todo volume e eu
mostrando tudo que eu achava que era de bom , meus hits
prediletos, bandas desconhecidas ,curiosidades malucas e coisa e tal...
quando eu resolvo mostrar pra ele uma versão que eu havia feito de brincadeira encima de uma musica do OASIS,uma baladona do ultimo disco naquela época e o cara resolve pirar nisso.
Começou a delirar que tinha como fazer aquilo estourar no radio, que ia
largar na mão de fulano de tal e um bla,bla,bla do caralho.
Os problemas começaram quando ele começou a dizer que eu tinha
que mudar o refrão, que o refrão não tava perfeito e eu falei-
bicho, não delira por que ta pronto ,é uma brincadeira,não vou mudar nada, eh
assim que ela vai ficar!
Comecei a ficar meio puto da cara com aquilo.
Aí ele começou a dizer que era bom em fazer versões e
me sugeriu que procurássemos alguma musica, fui atrás e peguei
alguns sons que eu achava sensacional, e que não eram do
conhecimento do grande publico, só que nenhuma musica tava boa
pro cara era como se meu gosto musical fosse uma bosta.
O cara falava como se fosse empresariar a minha nova fictícia carreira
musical, que ele achou que estivesse renascendo ali naquele
exato instante.
De repente uma musica do álbum verde do WEEZER
chamou a atenção dele, sugeri uma frase pra inicio e ele
discordou dando outra sugestão que eu achei ridícula e assim
foi noite adentro, nem preciso dizer que a versão não deu em
nada, fiquei enjoado com a situação e com aquele vinho na
cabeça e com aquela pinta se achando o Nelson Motta,um Paulo Coelho,ou um gênio da lâmpada qualquer....a noite foi-se adentro,o Markus
foi-se embora e eu fui-me pra cama, travadaço ,sem o café familiar,sem as
figurinhas da minha filhinha,sem paz...quando o celular
despertou eu levantei com a cabeça explodindo , na sala uma
bagunça deprimente, milhões de cinzas de cigarro no cinzeiro,e
no chão, copos sujos, vomito no canto da sala e por todo banheiro, cds soltos pra tudo que eh lado,copo quebrado, na boca
um gosto imundo de podridão me fazia ter a certeza naquele
instante de que tudo o que eu mais queria era matar o
rocknroll com um belo dum tiro bem no meio da sua testa.
CHROME DIVISION


Essa dica vai para fanaticos do Matanza e adeptos do Motorhead, rock'n'roll pesado, sujo e direto, e voce não vai acreditar mas o projeto é capitaneado pelo vocalista da gutural Dimmu Borgir,(provando que nem só de satanismo vive a Noruega) que aqui assume a guitarra , "Booze,broads and Beelzebub" já é o segundo lançamento dessa tropa de desordeiros e tem direito até a cover irada de "Sharp Dressed Man" do ZZ Top ,muito doido!!
A TOCA DO MESTRE

Ae é o local onde o mestre e produtor Rick Rubin provavelmente decide se ressuscita ou não a vida de alguma banda em estado de coma profundo como fez recentemente com o Metallica ou na invenção da dupla Run dmc/Aerosmith, ou simplesmente decide se será a a varinha de condão na elaboração de albuns classicos como Licensed to Ill dos Beastie Boys, Reign in Blood do Slayer, Electric do The Cult, Blood sugar sex magik dos Red Hot , o primeirão do System of a Down,Donovan,Tom Petty,Bob Dylan,Neil Diamond... foi ae nessa sala tb que Johnny Cash gravou suas classicas ultimas canções muito pouco tempo antes de aprtir desse mundo.
O trabalho de Rubin é de extrema importancia para a historia da nossa musica predileta.
CONTOS DO NINO LEE-QUANDO O TELEFONE NÃO TOCA
São quase nove da manhã e o telefone ainda não tocou, quando eu chego no trampo é de lei pegar um café preto no boteco do Esmeraldo e sentar na mesa do fone atendendo as ligações antes de cair em minhas funções. Mas essa porra do telefone ainda não tocou hoje. Será que tá com defeito?, difícil. Ou quem
sabe hoje não seja o dia em que a terra parou? Difícil.
Porém isso me fez pensar em algo, e pensar é algo que eu tenho feito muito por aqui,nessa época “changes” da minha vida, se fosse pra esse telefone tocar, quem eu gostaria que ligasse pra mim, numa manhã pálida como essa?
Alguém que me ligasse e de repente mudasse tudo ao meu redor depois da dita ligação. Algo que transformasse o resto do meu dia numa incerteza cruel de que aquela ligação fora real ou não e no que isso poderia mudar, ou não, a minha vida.
Me veio a tona pensar primeiro em quais ligações eu recebi e que foram
verdadeiramente impactantes na minha vida. (noticias tristes não contam) alguma ligação que conteve palavras que mudaram alguma coisa no meu mundo.
Uma delas acho que não dá pra esquecer e foi algo que além de virar a minha vida de cabeça pra baixo ainda levou junto cinco amigos meus na enxurrada do impacto que ela causou.
Eu me lembro bem, como se fosse hoje, embora tenha sido há muito tempo atrás, sentado na mesa da loja onde eu trabalhava lá nos primeiros anos da década de noventa (do Nirvana, Soundgarden, Alice in chains e outras coisitas mais), quando o bendito telefone tocou e era pra mim, as primeiras palavras do outro lado da linha foram: E AÍ,VELHINHO? (o restante daquele papo já rendeu seis discos e muita ,mas muita historia pra contar) não era o Pernalonga na linha, era o “gordo” Carlos Eduardo Miranda, um cara que na época era o olho do furacão do rock brasileiro, a imponência da imponência em termos de figura respeitada no cenário independente artístico nacional e ele tinha acabado de dizer que nós(se aqui ninguém ta ligado, tínhamos uma banda chamada Maria do Relento e tocávamos a zueira pelo nosso estado naquela época, nosso material estava nas mãos dele,assim como o de 99% das bandas nacionais que sonhavam com um disco e a tal “fama”) estávamos oficialmente contratados pelo seu selo ligado diretamente a uma das maiores multinacionais do país, uma historia liderada por ele e os Titãs, o mesmo selo que bem pouco tempo antes tinha revirado a cabeça da gurizada com uma banda chamada RAIMUNDOS.
Aquilo era, e ainda é, o sonho de qualquer banda que se preze. Aquela ligação me deixou atônito, sem palavras, incapaz de avaliar a grandiosidade daquilo que eu tinha acabado de ouvir.
Depois daquela ligação as nossas vidas nunca mais foram as mesmas.
Nossa história com o Miranda não durou tanto, uns dois anos e pouco de convivencia e aprendizado mas foi suficiente pra nos levar longe, longe demais do lugar onde estávamos, lugar esse, que talvez nem tivéssemos conseguido chegar se não fosse pelo telefone ter tocado aquele dia...
Mas afinal, quem eu gostaria que, agora, nesse exato instante fizesse esse maldito telefone tocar numa ligação feita pra mim, em pessoa?Acho que a resposta nesse caso é bem fácil de saber, é lógico que só poderia ser o OZZY, imagina se o OZZY me ligasse gaguejando e balbuciando uma coisa qualquer mesmo que eu não entendesse patavina nenhuma, isso já valeria pelo resto da minha existência, nessa xarope manhã de segunda feira.
E você ,quem gostaria que lhe ligasse, por mais surreal que pudesse ser o seu desejo?
Mas a merda é que o outro telefone, nesse caso, o meu celular, não toca quase nunca e quando toca é sempre alguém do escritório me pedindo pra fazer alguma coisa pra eles.
Se fosse pra escolher uma ligação mais real, eu escolheria a de um sujeito qualquer que me ligasse dizendo que esse conto ta bacana , que as idéias aqui do blog estão legais... mas enquanto essa ligação não vem...o negócio é ficar esperando essa porra de telefone tocar.
Alguns segundos de silêncio na minha cabeça e de repente a porra do telefone toca...não era o Miranda, nem um sujeito qualquer conectado nas minhas ideias, nem muito menos o OZZY...era o chato do seu Genovencio, perguntando se a porra do documento do carro dele tava pronto, dali pra frente o fone não parou mais de tocar, e a merda é que nenhum era pra mim.
Obs: Esse conto ridiculo foi escrito quando me auto exilei em Tubarão Santa Catarina após colocar um ponto final na minha historia com a Maria do Relento por motivos de doideira mesmo, incapacidade de lidar com tanta rotatividade e as consequencias daquilo tudo após as turnes dos tres albuns que gravei com eles ,dá pra perceber que fui parar num escritorio que lidava com documentações ,foi uma diferença e tanto,mas salvou minha sanidade e recomeçou minha vida .
sábado, 1 de novembro de 2008
ROSE HILL DRIVE - MOON IS THE NEW EARTH

O fim do Wolfmother foi duro de suportar , confesso que isso me abalou mesmo, afinal era uma banda afinadissima nas referencias mais maravilhosas do rock , mas, enfim, já eras , mas é legal saber que tem muita gente seguindo a cartilha com elegancia e potencia por ae, um desses casos é a norte americana Rose Hill Drive ,que chega ao seu segundo trampo, nem tão explosivo quanto o primeiro mas nem por isso menos bacana .
Os caras começaram abrindo os shows do The Who e daí por diante vem chamando atenção por onde passam, pra quem curte um bom som setentão a banda é uma excelente opção , referencias boas é o que não falta tanto no debut homonimo de 2006 quanto em Moon is the new earth, tá dado a dica.
HARRY POTTER!!

Essa é cortesia dos meus amigos da banda Desvio Padrão , o figura em questão ae encima certa vez servia de estampa para uma MarkaDiabo do vocalista Ricardo Doutor que, por sua vez indagou a uma menina chegada da roda da turma: Tu sabe quem é esse cidadão aqui dessa estampa?
No que ela responde em alto e bom som:- Claro! ,é o Harry Potter!!!
E não é que ela acertou????.. afinal o cara tambem era o herói do filme e inclusive fazia mágica , sorte dele que ele não era o magic Alex !!









