domingo, 6 de dezembro de 2009

MATANZA NA SEDE DA MARKADIABO E TUDO SOBRE O EXPLOSIVO SHOW NO BAR DO MORRO




Tem momentos que marcam e ficarão para sempre na nossa memória e o dia 5 de dezembro de 2009 será um desses ,o dia em que recebemos o Matanza aqui em nossa casa, a casa do tal rock'n'roll em Taquara,onde fica a sede da Markadiabo.
O corre corre que antecedeu a chegada dos cariocas foi de lascar ,afinal a intenção era apresentar um típico churrasco de primeirissima para os caras e reforçar ainda mais a parceria deles com a gente .
Monidos de dois churrasqueiros de categoria, o Ramonico Aluizio , o Blues brother Michel e sua auxiliar inseparavel Dani trataram de preparar o banquete enquanto a Ana,nossa band leader dava os retoques finais.
Na sala, depois de tudo no aguardo já somadas as presenças do Renam e o Ramiro dos "Pipocas" e o seu "bar do morro" Eduardo Cabelo , o clima rock pegava solto nos vinis comigo,o Jack e o Michel da Damn Laser Vampires e dá-lhe trago e lps de 180 gramas.
Os Matanzas desembarcaram na batcaverna rock quase tres da tarde e esbanjaram simpatia e atenção conosco ,Mauricio, Jonas ,China e o inacreditavel gigante Jimmy London (que parece ter saido direto da forma de um guerreiro viking),apesar do jeitão carrancudo é gente pra lá de finissima .
Tive a oportunidade de trocar muita ideia com o cara e um toque que ele me deu em especial pode vir a ser um start em um ponto que preciso rever no meu caminho (ae Jimmy vou te agradecer para o resto da vida ,mas essa é uma história que eu vou preferir deixar guardada naquele papo).
Passamos uma tarde agradavel com sonzeira escolhida a dedo e a churrascada aprovada em unanimidade pela banda , toda sua equipe e o pessoal aqui da marka que está sempre conosco.
A noite seguiu na festa do bar do morro ,comigo quase não chegando a tempo pelo estadinho etilico em que eu acabei ficando graças ao caminhão de ceva disponivel e que descia redondo na soleira do sabado.
Mas no fim tudo nos eixos e tive a honra de apresenta-los ao publico doideira na noite estrelada sem perder a chance de dizer a todos que uma nova Markadiabo pintou no pedaço cada vez mais ligada ao rock e a uma iniciativa ainda mais furiosa de apoiar a autentica cultura musical jovem no Brasil, não somente com o intuito de ser uma loja de t-shirts de motivos cult ,mas também agora um portal de caminhos para que voce possa sacar nosso cenario de maneira mais completa .
Não posso deixar de agradecer ao Cabelo e a Bm produtora ,que foi o responsavel por essa vinda ,ao Pisca por toda compreensão que teve para nos ajudar a realizar o evento e claro, valeu Matanzas!!!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

BLUE VAN, A PRIMEIRA ENTREVISTA CONCEDIDA AO BRASIL






É com um prazer imenso que expresso a emoção de ser o primeiro cara no Brasil a entrevistar os Dinamarqueses da banda “The Blue Van”, uma banda bem legal de Copenhagen mas que por essas injustiças do mundo ainda não teve o devido reconhecimento mesmo já estando em seu terceiro álbum.
Desde que os conheci há uns dois, ou três anos anos atrás passei a ser um intenso admirador e divulgador de boca a boca do trabalho desses caras, que começaram a carreira sendo apontados como os novos The Who( na fase do album “My Generation”) e aqueles mágicos criativos momentos que reinaram nos anos 60 e seguiam contra a corrente do yeah,yeah,yeah ,acrescentando aos poucos pitadas de “The Kinks”, “Stones” e “Marc Bolan”, ganhando cada vez mais personalidade na medida em que a banda foi caindo na estrada, obtendo reconhecimento mundial e mais requinte de produção, como se pode presenciar no recente álbum “Man Up”.
Cruzamos o oceano para levar um papo com o vocalista e guitarrista Steffen Westmark ,que aliás não vê a hora de vir ao Brasil mostrar o que de melhor eles sabem fazer, só o que falta mesmo é alguém para convida-los ,ta na hora pessoal .

COMO VOCES TIVERAM A IDEIA DE MONTAR A BANDA AINDA TÃO JOVENS,O QUE INSPIROU VOCES?

STEFFEN- É UMA HISTÓRIA INTERESSANTE,HAVIA UMA PROPAGANDA DE CAFÉ NA DINAMARCA ,NOS ANOS 90 QUE USAVA A TRILHA DE “HEY JOE” DO HENDRIX ,A GENTE FICOU LIGADAÇO NAQUELE SOM E NAQUELA ÉPOCA AINDA NÃO ERAMOS MUITO LIGADOS NOS SONS DOS ANOS 60,A PARTIR DAQUELE PONTO COMEÇAMOS A APRENDER A TOCAR E COM A INTENÇÃO DE TER UMA BANDA INFLUENCIADOS POR AQUELA GERAÇÃO.

THE ART OF ROLLING ,O PRIMEIRO DISCO ,TINHA UMA PEGADA MAIS KINKS,THE WHO,ANOS 60 ,GARAGE BAND ,COMO FOI A REPERCUSSÃO DA BANDA DEPOIS DO LANÇAMENTO DO DISCO?

STEFFEN- A GENTE FOI APERFEIÇOANDO NOSSO SOM ,QUE AINDA ERA BEM CRU E CONQUISTANDO FANS QUE AUMENTAVAM CADA VEZ MAIS ,DEPOIS DE ART OF ROLLING A SONORIDADE FOI GANHANDO MAIS SOUL E UM LADO ACUSTICO COMEÇAVA A APARECER TAMBÉM EM NOSSO MODO DE COMPOR, ISSO ACABOU AMADURECENDO MUITO O QUE ESTAVA POR VIR.

COM DEAR INDEPENDENCE VOCES FORAM MAIS LONGE ,O SOM MANTEVE A MESMA LINHA ,AQUI NO BRASIL VOCES ERAM CONHECIDOS COMO UM NOVO THE WHO ,O QUE ACONTECEU DE BOM PARA VOCES DURANTE A TOUR DESTE ALBUM?

STEFFEN – PARA COMEÇAR NOSSA TOUR DE LANÇAMENTO FOI IMENSA E NOSSA MUSICA CHEGOU AO CONHECIMENTO DE MUITO PUBLICO NOVO ,VIAJAMOS PELOS ESTADOS UNIDOS DE NOVA IORQUE A LOS ANGELES E PERCORREMOS TODA A EUROPA,CHEGANDO ATÉ O JAPÃO.

COMO FOI A TURNÊ COM O JET?

STEFFEN – FOI MUITO LEGAL ,OS CARAS SÃO GENTE FINISSIMAS E A TOUR FOI MARAVILHOSA PARA NÓS.

SOBRE A REPERCUSSÃO DA BANDA NOS ESTADOS UNIDOS ,FALEM UM POUCO SOBRE ISSO?

STEFFEN – BEM...A GENTE CONHECEU MUITOS LUGARES, VIAJAMOS MUITO E APERFEIÇOAMOS NOSSO MODO DE TOCAR , TODA ESSA EXPERIENCIA AMADURECEU MUITO A BANDA.

EM 2007 VOCES ANUNCIARAM UMA PARADA ,PARA GRAVAR O NOVO DISCO EM UMA FAZENDA,COMO FOI ESSA EXPERIENCIA,HAVIA PLANOS DE UM TEMPO PARA REAVALIAR A SONORIDADE DA BANDA?

STEFFEN – SIM, NÓS QUERIAMOS UM TEMPO LONGE DE TUDO PARA ESCREVER ,COMPOR O MAXIMO DE CANÇÕES POSSIVEIS,, NEM TANTO PENSANDO EM DESENVOLVER UMA NOVA SONORIDADE ,QUE VEIO NATURALMENTE ,A IDEIA ERA FAZER UM MONTE DE CANÇÕES PARA PODER ESCOLHER UM REPERTORIO LEGAL.

MAN UP ,O NOVO ALBUM DA BANDA JÁ POSSUE UMA SONORIDADE UM POUCO DIFERENTE DOS DOIS PRIMEIROS ALBUNS ,COMO VOCES VEEM AS DIFERENÇAS ENTRE OS TRES ALBUNS?

STEFFEN – O ART OF ROLLING FOI O ROCK AND ROLL DE INICIANTES. ENQUANTO O DEAR INDEPENDENCE É UM ALBUM MAIS DESCOMPROMISSADO, COM O ESTILO MAIS ARTÍSTICO DA COSTA OESTE AMERICANA DO TIPO PUXANDO PARA O SIXTIE E O ACID FOLK ROCK DE SÃO FRANCISCO , UM TRABALHO QUE FIZEMOS DE MANEIRA MAIS RELAX. MAN UP É O RESULTADO DE TERMOS FEITO O DEAR INDEPENDENCE

COMO ESTÁ SENDO A REPERCUSSÃO DESSE NOVO TRABALHO?

STEFFEN- BEM...ELE ESTÁ SENDO MUITO BEM RECEBIDO PELAS RÁDIOS E POR NOSSOS FANS.

NINO- COMO VOCÊS VÊEM ESSE NOVO TRABALHO ?

STEFFEN –EU VEJO AS MUDANÇAS COMO UM TRABALHO DE PRODUÇÃO MELHOR ,GUITARRAS MAIS SECAS ,TIMBRES DE BATERA PRODUZIDOS DE OUTRA FORMA, NO SOM TALVEZ UM POUCO DE MARC BOLAN EM ALGUMAS FAIXAS...

QUAIS BANDAS MAIS LEGAIS VOCES CONHECERAM NESSE TEMPO NA ESTRADA?

STEFFEN - MUITAS. LITTLE BARRIE, DAN AUERBACH, BLAKROC, NICOLE ATKINS, THE FIGURINES (DK), BILL CALLAHAN, GRIZZLY BEAR, NICK CAVE, TOM WAITS, A LISTA É GRANDE ...

SE VOCES PUDESSEM VOLTAR NO TEMPO E PUDESSEM ESCOLHER 5 BANDAS PARA TOCAR COM VOCES QUE BANDAS SERIAM?

STEFFEN- THE FACES, THE KINKS, THIN LIZZY, CREAM, PETER GREEN’S FLEETWOOD MAC.


QUAIS OS CINCO DISCOS MAIS IMPORTANTES DA HISTORIA PARA VOCES EM GERAL?

STEFFEN - FLEETWOOD MAC: THE PIOUS BIRD OF GOOD OMEN
JIMI HENDRIX: AXIS BOLD AS LOVE
THE STROKES: IS THIS IT
LED ZEPPERLIN: VI
THE BEATLES: REVOLVER


ALGUM PLANO PARA O BRASIL?

STEFFEN – BOM...AINDA NÃO FOMOS CONVIDADOS A TOCAR NO BRASIL,MAS CERTAMENTE SE ALGUM LOCAL OU FESTIVAL NOS CONVIDAR FICARIAMOS MUITO FELIZES EM IR AO BRASIL.
NINO- QUAL A ORIGEM DO NOME DA BANDA ,É UMA HISTORIA DA DINAMARCA NÃO?

STEFFEN – NÓS PEGAMOS A EXPRESSÃO DE UMA CANÇÃO DINAMARQUEZA QUE CONTA A HISTORIA DE UMA VAN AZUL (THE BLUE VAN) QUE RECOLHIA PESSOAS COM PROBLEMAS MENTAIS PARA LEVA-LAS A HOSPICIOS.



NINO-COMO É A CENA MUSICAL HOJE NA DINAMARCA?

STEFFEN –MUITO VIVA ,DO ROCK AO POP E O ELETRO ROCK E TUDO MAIS.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

THEDY CORREA-PASSADO,PRESENTE E FUTURO NAS COISAS AO NOSSO REDOR



Thedy Rodrigues Corrêa Filho,hoje não consegue mais se desfazer da alcunha de Thedy Correa ,o carismatico vocalista do Nenhum de Nós ,banda fundada em 1986 e que ganhou fama no Brasil graças a sucessos como Camila, Camila, Astronauta de mármore,Amanhã ou depois,Ao Meu Redor,Canção da Meia-Noite(almondegas),Da janela,Paz e Amor ,julho de 83,Você Vai Lembrar De Mim,Vou Deixar Que Você Se Vá,Extraño...entre tantas outras que hoje habitam o inconsciente popular gaucho e nacional.
O Nenhum de Nós é hoje uma das poucas bandas que ainda mantem o conceito de pop rock legitimo como nos velhos tempos sem perder o foco no presente ,sem resbalar em atitudes ou mudanças que colocariam em risco o brilho que eles ainda possuem e é por isso que ainda lotam ginásios,clubes,casas de shows e teatros por onde quer que passem ,assisitir a um show deles é uma experiencia unica e emocionante digna de um grande espetaculo de rock feito para agradar a multidões que sabem que irão presenciar boa musica e o bom gosto que eles imprimem na sua sonoridade até hoje.
Tenho a sorte de te-lo como um amigo que muitas vezes me serviu de conselheiro e que muito me ajudou quando estive na estrada do rock e tenho o prazer de saber que tembém tenho a admiração dele pelo trabalho que estamos realizando desde que criamos a Markadiabo tornando-a não só um site de camisetas mais também por sermos um meio de divulgação cultural ,Thedy não poderia faltar neste espaço que concedemos a todos aqueles que possuem atitude para ser exposta a uma geração que precisa ver com olhos de aguia o passado,o presente e o futuro ao nosso redor,com voces um pouco da vida e da mente deste grande ser humano.

Nino-Tu lembra como foi teu primeiro contato com a musica de verdade? Qual teu primeiro disco na vida e o primeiro que realmente te marcou pra valer?
Thedy: Meu primeiro contato foi com os discos que a minha irmã mais velha (que tem 8 anos a mais do que eu) ouvia com suas amigas, que eram os Beatles e a Jovem Guarda. Meus primeiros discos marcantes foram 2 compactos: Hermes Aquino, com Nuvem Passageira e Sweet, com Ballroom Blitz...

Nino – Que lembranças tu tens da época do quarteto jererê? (para quem não sabe, pelo que consta teu primeiro trabalho musical)
T: Lembro dos “ensaios” na casa do Carlão, da dificuldade de compor e das nossas tentativas de ingressar na música profissional via MPG. Procuramos o Nelson Coelho de Castro, o Raul Ellwanger e tal, mas apesar da boa vontade deles o trabalho era muito verde para valer “um show” ou coisa que o valha.
Nino- Existe uma lenda sobre a origem do nome do Nenhum de nós não é?
T: Lenda? Que eu saiba, não? Nosso começo é igual a toda e qualquer banda de garagem dos anos 80...
Nino-Que bandas influenciavam o Nenhum naquela época?
No início a questão estética era fundamental pra nós, então o Bauhaus era uma baita referência. Nos primeiros ensaios tocávamos (ou tentávamos tocar) The Clash, Stray Cats e Talking Heads. Uma salada!

Nino – Como foi a fase “ainda ilustres desconhecidos” do Nenhum ,como a maioria da garotada aqui do nosso estado vocês vieram dessa geração que curtia o movimento que culminou no lançamento da coletânea “rock grande do sul” ,q ao meu ver foi o marco zero do começo da chegada sulista ao centro do país?
T: Não éramos de nenhuma turma da cena musical daquela época e isso deixou muita gente de nariz torcido pra nós. Alguns “colegas” de outras bandas nos apontavam como “banda armação” de gravadora pq ninguém tinha ouvido falar da gente na cidade. Diziam: “Com tanta gente boa pra contratar foram contratar logo estes caras!!!” Uma simpatia! Nos primeiros tempos o coleguismo foi mínimo. Gosto de valorizar as únicas bandas que nos receberam bem: DeFalla e Replicantes. As demais foram um pé no saco!

Nino – Como vocês perceberam que a banda estava crescendo ao agrado publico e como encararam a transição para uma multinacional ?
T: Não teve transição. Caímos direto na BMG. Só percebemos que estávamos fazendo sucesso quando fizemos os primeiros programas no centro do país por causa da CAMILA. Até então era só ralação!

Nino – Fala um pouco sobre a mudança que ocorreu na vida pessoal de cada um , afinal dali em diante tudo passou a ser Nenhum de nós e talvez todos tiveram de abandonar tudo que faziam em Porto Alegre para entrar de cabeça nessa fantástica aventura.
T: Não deu tempo pra pensar muito. Depois que meu pai morreu (de câncer em 87) tive uma conversa com minha mãe sobre os rumos da família. Nunca fomos “folgados” de grana. Não tínhamos casa própria, carro... Então ela falou que eu ia ter que encontrar um emprego de turno integral (eu fazia engenharia civil) e ajudar nas despesas da casa. Eu pedi a ela 6 meses para ver se “este lance de banda” dava certo. Isso foi em fevereiro, em junho a gente entrava em estúdio pra gravar o primeiro álbum por uma grande gravadora. Daí em diante minha dedicação foi TOTAL ao Nenhum. Passei a viver de música e ajudar a família – como eu queria.

Nino – Com a exposição da banda em rádios e programas de tv no país , nos primeiros grandes sucessos da banda ,como foi viver a recepção desse fato no publico em estados que vocês talvez jamais imaginassem que um dia tocariam?
T: Foi muito bom, mas a gente era muito verde e não aproveitou da maneira que poderíamos. Demorou até cair a ficha de como a gente deveria conduzir as coisas. Perdemos algumas oportunidades e mesmo assim fizemos grandes amizades.

Nino- Como tu vê o papel da geração anos 80 (bandas remanescentes) no cenário atual do rock gaúcho e principalmente,q diferenças você observa hoje em dia?
T: O cenário está muito difícil. As bandas sucumbiram às dificuldades e hoje cada um se vira como pode. Sucumbiram também aos problemas internos/pessoais e à dificuldade de lidar com o ego enorme de dos seus integrantes. Aquelas que tinham um ideal “musical” se sustentaram por mais tempo, as que estavam ali só pela grana e pela diversão não seguraram o tranco.


Nino- Você já esteve sob o comando de uma gravadora ,como tu vê o fato da queda absoluta do formato digital ,em que ponto isso afetou ou não a vida do Nenhum de Nós,levando em conta o tanto que afetou a vida de tantas outras?

Nino – Como tb já fiz parte de uma banda que correu o Brasil e teve discos lançados por multinacionais ,vim de uma época em que as coisas eram mais abertas ,havia esquemas “internos” que ajudavam,mas tb ainda havia rádios tocando alguma banda por apostar no som ,porém hoje isso não existe mais ,existe como explicar o que aconteceu?

Nino- Porque as rádios não tocam mais as bandas novas ,somente as consagradas?
T: Algumas tocam as bandas novas (são poucas as rádios) e outras não tocam nem as bandas consagradas (só algumas poucas – 2 ou 3). Isso varia com o mercado e a cena de cada região do país. No caso do RS, tem muita banda nova excelente surgindo. Em algum lugar existe espaço pra elas.

Nino –Como você vê a cena atual ,hoje em dia é possível recriar um fenômeno rock novamente no páis ou a coisa vai tender mesmo pelo lado de ter como único apoio os festivais independentes?
T: Não sei ao certo o quanto os festivais independentes podem sustentar uma cena. Acho que o futuro é de bandas e artistas semi-profissionais que farão música por prazer mas terão outra atividade para se $u$tentar.

Nino- Todos torcemos para q o rock possa voltar a ter espaço ,que os bares voltem a apostar em festas com o rock, existe algum meio de isso se tornar novamente uma realidade?
T: Acho que as bandas precisam se “conectar” com o público novamente. Enquanto existir uma cena de artistas mais interessados em mostrar sua erudição do que se conectar com as pessoas, é difícil que os bares e outros espaços se interessem pela “volta do rock”.

Nino- Quais bandas novas você tem achado interessante no Brasil ?
T: Aqui no RS, gosto de Pública, Identidade, Dinartes, Cartolas e Severo em Marcha. De fora conheço pouco, mas tem uma banda indie da Bahia que é uma das melhores do Brasil: Cascadura!

Nino- Qual tua opinião sobre todo esse debate sobre os downloads gratuitos?
T: As coisas já estão “decididas” e só podemos lamentar... O download gratuito só é legal com a permissão do autor, caso contrário é roubo. Não existe outra interpretação: quando se toma algo sem a autorização do proprietário isso é ROUBO. O que eu acho mais bizzarro é que estas pessoas que são comunistas no sentido do download gratuito e dos direitos autorais na internet, não são NADA comunistas no que se refere aos seus próprios bens. Duvido que um dos donos do PirateBay me deixasse entrar em sua casa e levar seu carro da garagem! Mas é justamente isso que eles fazem ao tirar a possibilidade de ganho autoral dos artistas. Esta cultura do sacrifício que vem da Europa é uma idiotice sem tamanho. As pessoas levaram anos para construir a lei dos direitos autorais, agora vem um bando de desiludidos do primeiro mundo dizer que isso é legal, e os colonizados do terceiro mundo concordam.

Nino- A internet ajuda uma banda de verdade ,qual o papel positivo dela e qual papel negativo ?
T: O negativo já falei. O positivo é que ela é uma poderosa ferramenta de marketing. Com ela o acesso ao trabalho de qualquer um, em qualquer lugar do planeta, se tornou REAL.

Nino- Variando sobre o mesmo tema, hoje em dia ,qual a diferença entre o cd e o download ,o download a teu ver faz com que as pessoas escutem o nenhum da mesma maneira em que escutavam na época em que tinham de comprar o disco ,ou hoje mais pessoas atingem acesso aos sons e nessas acaba se ganhando mais um fan?, afinal atinge aqueles que numa época ,não sendo familiarizados ao som da banda não gastariam mais de 30 reais num disco.
T: Não sou nostálgico do vinil. Tivemos um ganho absurdo de qualidade com o CD, e uma perda maior do que com o vinil com o MP3. A qualidade de áudio do MP3 em geral é ruim (a média das pessoas é 160 kbps). Ou seja, a qualidade de gravação evoluiu muito e as pessoas resolveram ouvir música em fones ruins com resolução de baixa qualidade. Andamos para trás!

Nino- Hoje em dia quais são as bandas que você mais admira no cenário mundial?
T: Radiohead, Café Tacuba, REM, Morrissey e Coldplay.

Nino –Fora do nenhum você tem desenvolvido varias atividades paralelas ,disco tributo ao Lupicinio ,também lançou-se como escritor ,comenta um pouco sobre esses trabalhos.
T: Estou preparando um novo livro de poesias ilustrado e pretendo escrever um romance infanto-juvenil em breve. O projeto do Loopcínio é de agenda beeeeemmm light.

Nino- Qual a tua discoteca básica,5 albuns que foram essenciais pra você:
1.revolver – Beatles
2.Joshua Tree – U2
3.The Queen is dead – the Smiths
4.The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders from Mars – David Bowie
5.Almôndegas – Circo de Marionetes

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

EDUARDO CABELO O MAESTRO ROCK'N'ROLL DO FANTASTICO BAR DO MORRO











Hoje o Bar do Morro é referencia quando o assunto é bar de rock no Rio Grande do Sul, o espaço parece um auto retrato dos áureos anos 70, de perfil rústico, simples ,sem ostentação e em meio a um dos lugares mais belos em que se poderia montar um bar, na descida do morro ferrabrás ,tradicional pico de saltos para vôo livre no Rio Grande do Sul.
Eduardo Cabelo, 32 anos é um roqueiro nato, um guerreiro que jamais desiste de apostar no rock’n’roll e vive na pele o dia a dia dos altos e baixos de comprar essa briga visivelmente por amor a causa e não por ambição.
O bar mantém um vinculo forte com a natureza,você pode optar por jogar uma sinuca num domingo a tarde dentro do ambiente da casa sempre com um seleto bom clássico de rock no talo ou ficar na imensa parte externa do local assistindo ao por do sol em meio ao gramado, arvores, bancos e mesas de madeira enquanto no campo á frente do local pousam paragliders e asa deltas ,tudo numa vibe de liberdade e paz .
Nas noites dos fins de semana o pico se transforma na grande opção para quem procura por rock no vale do Paranhanha ( região próximo a subida da serra gaúcha), vale dos Sinos e grande Porto Alegre e também da capital gaucha dependendo das atrações da noite.
Pelo local já passaram centenas de bandas, locais e nacionais que vão de novas apostas como a Rock Rocket, Superguidis, Pata de elefante ,a velhos medalhões como Velhas Virgens, Dead Fish, Inocentes, Raimundos e até bandas internacionais como o Rattus da Finlândia e agora prepara-se para receber mais uma delas, os ingleses da Black Mekon numa dobradinha com os psycho vamps da Damn Laser Vampires e também a primeira aparição no bar dos cariocas do Matanza ,ambos agendados para o inicio de dezembro.
Outra das grandes iniciativas do bar foi a de criar o Morrostock, festival que esse ano chegou a sua terceira edição com mais de 40 bandas em três dias de apresentações,sempre procurando apoiar o cenário que busca incessantemente por espaços como o que o bar promove.
Bati um papo com essa figura tranqüila e serena que é o Eduardo Cabelo para que ele nos contasse um pouco sobre sua vida e sua historia com o bar.Confira abaixo um pouco dessa grande figura.

Nino- Cabelo, você me passa a sensação de ser um cara que já nasceu dentro do rock’n’roll ,desde quando o rock faz parte da tua vida?

Cabelo- Desde os meus 12 anos, quando por causa das greves tive que me mudar de colégio, conheci pessoas diferentes, e comecei a ouvir metal tipo Sabbath e metallica, que agora viraram queridinhos da mídia. O primeiro disco que comprei foi o Rush 2112, daí Deep Purple e Led, Sabbath, mas vivia trocando discos e gravando fitas K7, quando o cd vingou eu já tinha mais de 200 discos e fitas, todo mundo achava que eu era colecionador, até hoje sempre tem alguém me mostra do algum som, hoje em dia ouço de tudo, desde que seja bom...

Nino- Qual o primeiro disco que realmente te tocou a ponto de desencadear toda uma vida dedicada ao rock?

Cabelo - Humm... Led 4 – Foi amor a primeira ouvida, peguei emprestado de um amigo, pois até hoje não deixo a mídia esculhambar o que gosto de verdade, não ouço rádio nem olho tv, somente em casos de visita ou necessidade, me mantenho informado lendo.

Nino - A ideia de montar o bardomorro nasceu quando e como?

Cabelo - Passei minha vida toda de bar em bar, e conheço o morro Ferrabrás desde guri, vi muita gente na gerencia do local, e sempre faltavam as mesmas coisas, incrível ninguém ainda ter feito movimento no lugar, e sempre tinha o intuito de abrir o meu, e quando abri já tava com a cabeça fervendo de idéias, a maioria já consegui por em prática, algumas ainda vou precisar de mais cancha.

Nino - Como vocês conseguem suportar a pressão de manter a casa durante todos esses anos ,levando em consideração o fato do bar ser totalmente aberto a ideologia de apoiar bandas de qualidade ,mas que muitas vezes não estão propriamente na mídia e na maioria das vezes no underground?
Az vezes da vontade de explodir tudo, mas como não tenho em quem por a culpa vou aguentando... brincadeirinha. É boa vontade mesmo, como quase tudo na vida.

Nino - Hoje o bar pode ser visto como uma espécie de CBGB rústico , possui uma estética simples mas atraente no sentido de não buscar ostentação e além de tudo juntar a natureza em meio a todo lance rock ,o pessoal hoje já reconhece o bar fora das fronteiras do estado? ,você recebe material de bandas de outros estados para virem tocar no bar pelo renome que ele conseguiu?

Cabelo - Sim, e desde o último anos estou também produzindo shows para outros ambientes, como exemplo da festa das Rosas, que irão tocar entre outras Cachorro Grande e Tequila Baby, e já tivemos shows no bardomorro dos Raimundos, Velhas Virgens, Made in Brazil, isso sem falar do morrostock.

Nino - A idéia do morrostock (festival anual que reúne mais de 40 bandas em 3 dias de shows) surgiu como?

Cabelo - O Morrostock surgiu de algumas várias conversas entre o Zé Paulo de POA e eu, sempre quis fazer um festival, mas me mordia de medo de fazer sozinho, então a parceria foi montada e já estamos a caminho da 4° edição.

Nino - Nessas edições do Morrostock quais bandas te marcaram mais ,que voce consiga lembrar?

Cabelo - Vou te falar, mas não é em ordem de importância: - Nei Van Sória, Bebeco Garcia, Frank jorge, Wander Wildner, Bandinha Di Da Dó, Pata de Elefante, Cartolas, Inocentes, Dead Fish, Hibria, entre tantas outras, só pra não deixar ningúem de fora, todo mundo foi sensacional, o pessoal coopera pra caramba.

Nino- E dos shows individuais quais ao teu ver foram mais legais?

Cabelo - Já foram mais de 300 bandas em menos de 4 anos, muita banda boa, daqui mesmo, não vou deixar ninguém com ciúmes...

Nino- Como você vê a cena atual do rock gaúcho ,o que mais tem te chamado atenção,mesmo que não tenham tocado ae ainda?

Cabelo - Tô achando que o Rock tá bem com cara de rock gaúcho mesmo, tem inúmeras bandas fazendo rock gaúcho, tem uma onda no ar, de tal maneira que nunca teve tantas bandas tocando ao mesmo tempo, tem rock, tem hardcore, tem metal, tem punk e também tem novidade. Não consigo definir o que tá mesmo rolando. Uma banda que está estourando mesmo é a Cachorro Grande, que ainda tem rock na veia, e energia para novidades.

Nino- Como tu escolhe quem toca no bar ,porque a procura deve ser grande né ?

Cabelo - Não posso contar, é segredo... ha ha ha

Nino - Hoje em dia ,no nosso estado ,as coisas já não são mais como nas décadas de 80 e 90 onde o rock tinha todo apoio da mídia ,o sul sempre se caracterizou nessas épocas como auto suficiente para sobreviver com contratantes apostando em todo estado ,eu fui uma prova disso porque fiz parte de uma das bandas dessa geração forte ,hoje em dia com a mídia fechada para o rock, bem diferente de como era antes como tu analisa a situação, tu acha que o rock tem como voltar a ser como outrora, com publico fiel de cada banda, lotando lugares atrás de suas bandas prediletas ou o caminho hoje é mais árduo para se trabalhar?

Cabelo - As pessoas ainda vão ver os shows que gostam, eu sempre brinco que o problema do rock são os fãs, as pessoas são fãs do que agrada a maioria, sempre tem alguém pra perguntar: - Aonde tu foi no final de semana? Daí o cara diz que foi na rave não sei aonde, ou vai dizer que foi ver uma banda de rock no bar do seiláquem?
As grandes massa continuam a fazer sempre a mesma merda, e quando ninguém mais falar do bardomorro? Dái fecha as portas e tudo vira saudade...

Nino - Hoje se nota que bandas que fazem um trabalho voltado ao cover tem se aprimorado bastante na qualidade, essas bandas tem levado mais publico ao bar ,o segmento atrai mais interesse do que nas bandas autorais?
Cabelo - Sim, realmente atrai mais público, com exceções de bandas de renome nacional, pois o pessoal tem o ouvido tapado para novidades, esperam sempre um monte de gente gostar antes, meio como um filtro, que não funciona. Existe uma infinidade de bandas hoje em dia, e também falta de tempo pro pessoal assimilar tudo. Acho...


Nino - Quais bandas com som próprio hoje em dia vale a pena apostar pelo bom retorno que dão em shows no bar ?

Cabelo - Daqui do sul as clássicas sempre dão um bom show, e das novas, a que se destacou no bar do morro, principalmente foi Cartolas, que fizeram um show com casa lotada, tocando somente suas músicas.

Nino - Qual banda mais lotou na historia do bar do morro?

Cabelo - Na ordem histórica, com casa lotada: - Júpiter Maçã em 2006, Wander Wildner em 2007, Velhas Virgens em 2008, Raimundos em 2009, sem considerar os festivais.

Nino - Quais bandas você mais gostaria de ver tocando no bar e ainda não conseguiu
trazer?

Cabelo - Pensando rápido: Fernando Noronha, Cachorro Grande, Ultraje a Rigor, Lobão e mais um monte...

Nino - Falando um pouco da tua vida como admirador do rock, quais teus discos favoritos?

Cabelo - Rolling Stones – sticky fingers, vários do Led Zeppelin, Ac/dc – Highway to hell, Deep Purple – in rock, Metallica – kill em all, Doors – todos, o primeirão da Velhas Virgens e mais uma lista gigante...

Nino - Se você pudesse voltar em três momentos da historia do rock que shows ou festivais você gostaria de ter visto?

Cabelo - Woodstock, Rock in Rio, e algum show do Led Zeppelin.

Nino - Fala um pouco para o publico nacional de como é o clima do bar do morro, essa proximidade com a natureza, o fato do bar ser localizado abaixo de um morro de vôo livre que nos fins de semana pousam na frente do bar, proporcionando um espetáculo único, passa um pouco para nós de como é esse clima totalmente woodstock , porém com muito mais atrativos visuais e sonoros....

Cabelo - O bardomorro é uma viagem no tempo de outrora, de festivais de rock e bandas ao vivo, com amplo espaço ao ar livre e muita liberdade, um pequena Amsterdã no Brasil, parece aqueles filmes de rock dos anos 70, com galera se divertindo e dando bandas de caranga, e ainda tem o campo de pouso em frente, tornado o dia também muito especial. Sapiranga é a capital nacional de voo livre, conhecida mundialmente, pinta muito gruingo no bar, a galera já pediu cerveja em espanhol, ingles, alemão, russo e até suéco, ainda bem que nesse ponto todo mundo é poliglota.

Nino - Nunca houve um projeto ou tentativa de criar algo de proporções ainda maiores como os grandes festivais tipo Abril pro rock,o Goiânia noise,o Bananada ,eventos que trazem bandas de todo país e fixaram-se na agenda cultural do país ?

Cabelo - Claro, dê um tempo ao tempo.

Nino- Uma musica que para você representa o maior clássico do rock, difícil essa hein?

Cabelo - Talvez eu apostaria na “ROCK AND ROLL” do LED ZEPPELIN...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

EXPLOITED - INFERNO CLUB , SÃO PAULO - UM DIA DE ENCONTRO A FÚRIA



Sampa ,14 de Novembro de 2009 ,algo muito louco estava para acontecer....

A gente seguiu rumo a Rua Augusta prontos a presenciar algo que estava além do alcance da nossa imaginação ,afinal não se tratava de assistir ao show de uma banda da nova geração que agregou valores menos viscerais em sua trajetória, o que iríamos ver eram os The Exploited , 30 anos de estrada e historia no movimento punk e no caminho de ida íamos lembrando a importancia das atitudes que o vocalista Wattie Buchan tem em torno de sua trajetoria como o primeiro cara a assumir o corte moicano (dividindo os louros com a Wendy O’Williams do Plasmatics),que pelas décadas depois virararia um símbolo de um movimento e de toda uma geração de protesto sonoro e é impossível não levar em conta também que dentro de poucos instantes presenciaríamos uma banda que fez parte de uma leva antológica de bandas punks do reino unido como The Clash, Sex Pistols, GBH, Chaos UK, Varukers, One Way System, UK Subs,Vice Squad, Crass, The Adicts, Discharge entre outras bandas.
Uma trajetória que iniciou de maneira chocante ,com o uso de suásticas , apontados inicialmente como skin heads ,como mentora do movimento oi! , mas que ao longo da estrada sofreu uma mutação fenomenal amadurecendo com um discurso em letras contrarias ao racismo, ao nazismo e a intolerância justamente o grande ponto que os tornou mundialmente respeitados e fato que ao meu ver os torna tão importantes quanto os Dead Kennedys e seu líder Jello Biafra tiveram na musica .
Caminhando pela calçada da Augusta, lotada de punks (muitos deles heróis de toda uma geração nacional das antigas e tambem das atuais) e outras de variados estilos estamos prestes a embarcar no Inferno Club ,que já mostrava, na frente do bar, que o point ia literalmente ferver como um caldeirão e a essas alturas a imagem da capa do disco” Let’s start a war” era a única coisa que não me saia da cabeça ,a caveira com o moicano que ao meu ver representa o símbolo inesquecivel e eterno da banda.
Entramos com um certo atraso, ja no show de abertura da Agrotóxico ( uma lenda no punk rock nacional), aprovados com unanimidade entre o publico ,que aquela altura já parecia que iria explodir o local de tanta gente.
Não demorou muito para que encima do palco estivessem em carne e osso as impactantes figuras de Willie Buchan, bateria, Irish Rob, baixo, Gav, guitarra e o líder, vocalista e lendário Wattie Buchan, com aquele puta moicano cor de rosa, fuzilando já de prima a clássica “Let’s Start A War..., fazendo o Inferno explodir ,naquele momento já deu para sentir a presença inigualável de seu front man, ah...se todo punk,ou metido a punk de hoje em dia tivesse um por cento da atitude desse cara ,que agitou sem parar um segundo como a propria fúria em pessoa e o carisma também o cara simplesmente arrebentou , deu com o microfone na cabeça varias vezes, conectou-se com o feed back de seu publico de maneira colossal , os olhos vidrados...não dá para descrever em palavras....
O show desfilou clássicos como “Dogs Of War”, “The Massacre”, “Chaos In My Life”, “Troops Of Tomorrow”, “Cop Cars”, “Beat The Bastards”, “Army Life”, “Fuck The System” e a aclamadissima “Fuck The USA” fechando a primeira parte .
Depois de um verdadeiro massacre sonoro e de autentica atitude punk a banda volta para um biz com direito a participação da ex Okoto “Cherry” ,na execução do hit “Sex and Violence” e encerra com a esperada “Punks not dead” do primeiro álbum da banda ,deixando todos da platéia atônitos ,eufóricos e cientes de que viram um momento histórico diante de seus olhos.
Parabéns pela equipe da Ataque Frontal e do Inferno Club (que nos receberam com toda atenção ) que estão apostando em bandas que talvez ninguém encarasse trazer , provando que atitude é tudo nesse Brasil que carece de cultura para cuspir na estrutura.

Renato e Beta (colaboradores da MarkaDiabo em São Paulo).

domingo, 15 de novembro de 2009

SABONETES -POP NOVO PRONTO PARA UMA NOVA GERAÇÃO





Os paranaenses do Sabonetes fazem parte de um grupo de bandas que bem poderiam ajudar a mudar o atual cenario pop rock nacional dando um salto para o alto escalão ,o rock feito por eles é carregado de modernidade ,energia e alegria na medida certa para isso.
O clipe genial de "Quando ela tira o vestido" já está lá no disc mtv , o que já é sinal de que o que digo faz sentido ,a gente fica aqui na torcida e conta para voces um pouco da historia da banda num papo que tive com o guitarrista Wonder ,gente finissima.

Nino-Como vocês definem esse conceito de serem uma banda “muito alternativa para o pop e muito pop para o alternativo”?
Essa é a definição. Rs. Na verdade é só uma brincadeira com uma característica que a gente percebeu em nós mesmos. Estamos em um limbo que, acreditamos, pode agregar para aos dois lados.


Nino- A banda nasceu em 2004 , primeiro com o intuito de tocar em festas da faculdade já que todos faziam comunicação na época , de repente começaram a ultrapassar o lado que dividia uma banda em inicio para algo que começou a chamar a atenção mais amplamente ,quando vocês começaram a perceber isso?

Wonder-compusemos algumas canções, gravamos caseiramente e disponibilizamos na internet. Nas primeiras festas depois que colocamos essas músicas na internet o pessoal já começou a pedir as músicas no show, uma receptividade muito boa. E isso foi crescendo à medida em que íamos tocando nos bares de Curitiba. Foi o que nos chamou a atenção para essa possibilidade.

Nino- Como era a Sabonetes nestes shows que vocês faziam para festas da faculdade?

Wonder-Quatro amigos que estavam ali pela diversão e bebida gratuita. É a grande vantagem de ter uma banda na faculdade.

Nino- Percebo um trabalho genial da banda em relação ao uso da internet para se divulgarem,como o esquema de postar vídeos feitos por vocês,com muita originalidade para anunciar a agenda da banda no you tube ,além do perfil criado no my space , quais os passos que vocês consideram essenciais para desenvolver e fazer funcionar a meta do reconhecimento dessas idéias online?

Wonder-Na mídia tradicional propaga-se de tudo, só é necessário o investimento. Na internet só se propaga o que é original, o que acrescenta algo de bom à pessoa e que vai fazê-la repassar esse conteúdo para algum amigo ou retornar ao seu site em busca de mais daquilo. É o que a gente busca fazer, seja nas videoagendas, ou no próprio clipe, que produzimos nós mesmos. Gerar coisas boas para as pessoas, seja uma sensação, um sentimento ou uma boa risada.

Nino- Quais bandas vocês consideram influencia direta no trampo de vocês?

Wonder-Primeiramente os Beatles. Acho que eles inventaram essa profissão. E depois, tudo o que a gente escuta, assiste, lê, influencia também. Cada um escuta coisas diferentes em momentos diferentes. Stones, 80s, indie rock. Essa semana fui ao show do Gogol Bordello e saí embasbacado. Coisas assim marcam seu pensamento artístico.

Nino-Passa um histórico da banda para nós,das demos até os materiais lançados?

Wonder-Nossa primeira demo foi lançada em 2006. Eram quatro músicas que gravamos no estúdio caseiro de nosso amigo Carlinhos. Depois veio o EP Descontrolada, em maio de 2008. E agora, já contabilizando alguns meses de atraso, estamos pra lançar nosso primeiro disco. Algumas músicas já podem ser ouvidas no nosso myspace.com/sabonetes

Nino- O reconhecimento começou todo em Curitiba,uma cidade com histórico de grandes bandas e um cenário muito autentico ,como foi curtir esse momento de sucesso dentro da cidade de vocês?

Wonder-Mais do que um histórico, a cidade tem também um momento de grandes bandas. Ótimos e heterogêneos artistas estão produzindo por lá. Desde Charme Chulo, Koti, ruído/mm, Banda Gentileza, até o destacado Copacabana. Sem dúvidas fazer parte disso é uma alegria para a gente.

Nino- Comentem um pouco sobre as participações da banda nos grandes festivais do país, programas legais de tv ,matérias bacanas em meios de divulgação, coisas que vocês consideraram grandes conquistas paras Os Sabonetes?

Wonder-A gente sempre foi conseguindo nosso espaço aos poucos. Devagar passamos dos bares para alguns programas de TV em Curitiba, tocamos em um mini festival em São Paulo, que foi chamado de Curitiba vai pro Inferno, participamos de um grande festival no interior de Santa Maria, o Macondo. Recentemente tocamos ao vivo no Acesso MTV, que gerou uma ótima recepção do público, e agora estamos com um clipe, feito em casa por nós mesmo, rolando na programação da emissora. Essa, sem dúvida, foi uma grande conquista.

Nino- E como rolou essa oportunidade de serem produzidos pelo Tomás Magno no lendário estúdio da Toca do bandido somando a experiência que a estrada trouxe com a mente de um cara como o Tomás ,que lições vocês tiram dessas vivencias ?

Wonder-Conhecemos o Tomás através do Dary Jr que teve um álbum de sua banda, o Terminal Guadalupe, produzido por ele. Trabalhamos com ele no EP e ele acrescentou muito à visão que temos nossa própria música. Por isso decidimos gravar o primeiro disco com ele também.

Nino- Vocês concordam com o rotulo de uma banda disco punk?

Wonder-Algumas músicas tem essa característica, mas acho que o álbum abre mais esse leque.

Nino- O que mudou na vida de vocês desde que começaram a conquistar espaço na cena underground ?

Wonder-A gente agora tem que evitar andar por aí na rua, em shoppings ou locais públicos. Mas é pela gripe suína mesmo.

Nino- Como está sendo a repercussão desses shows que voces tem feito por vários estados ?

Wonder-Sem dúvidas muito boa. Acho que conseguimos conquistar os ouvidos mais atentos nos shows e isso agrega muito.

Nino- Na opinião de vocês quais as bandas mais legais no brasil atualmente?

Wonder-Pública, Sugar Kane, Móveis, Copacabana, Paris Dakar, Otto, Nação, Charme Chulo, Vanguart, Gentileza, Naked girls and airplanes, Nevilton, Vivendo do ócio. Pelo menos são as que a gente tem escutado ultimamante.

Nino- No lance do rock nacional ,que hoje enfrenta uma certa crise ,por falta de apoio de rádios maiores ,gravadoras que não apostam mais em novidades ,a queda das vendagens de cd e a sensível diminuição de contratantes apostando em novas bandas autorais ,o que durante a década de 90 foi justamente o contrario disso,qual a visão que vocês tem sobre essa questão ? É algo que já está sendo mais tranqüilo de contornar ou vocês ainda vêem dificuldades em lidar com um espaço que poderia ser muito maior se olharmos o imenso potencial de muitas bandas de rock no país quando que para o “grande publico” a imagem de “rock brasileiro ” aqui acaba diluída em três ou quatro bandas expostas dentro de um esquema que envolve muita grana no negocio?

Wonder-Puxa, que pergunta enorme! Rs. Podemos começar pelo ‘grande público’. Ele está acabando. Cada pessoa hoje tem meios para ir atrás do que interessa a ela, customizando o seu próprio gosto. Isso está gerando nichos e diminuindo o espaço daqueles que trabalham visando à massa. Ela ainda existe, mas acho que as novas bandas tem de esquecer a década de 90 e aprender a lidar com os novos tempos. Já dizia Darwin, fica quem consegue se adaptar ao meio.

Nino- Outra questão que acaba sempre em polemica é a da internet em relação aos downloads e essa eterna briga pelo controle das majors ,muitas bandas apóiam ,muitas são completamente contra,mas analisando o fato de que muita banda nova,que poderia nunca ter fechado contrato com uma grande gravadora mesmo hoje como no passado a internet é um grande meio de propagação e propulsão ao reconhecimento ,na opinião dos Sabonetes,qual o lado bom e o lado ruim do surgimento dessa ferramenta chamada internet?

Wonder-Eu não vejo lado ruim. Não é pior e, se preferir, nem melhor. É diferente. E se as bandas tem que se adaptar aos novos tempos, as majors também tem. Eu já falei de Darwin? Não adianta dar murro em ponta de faca, o compartilhamento de mídia é irreversível. O que deve ser vendido agora é a experiência intensa de um show, a emoção de ter um material exclusivo e super produzido da banda que você admira, trabalhar com o intangível, com o que não pode ser copiado.

Nino- Bom, e os próximos planos ?
Wonder-Lançar o disco, lançar o disco e lançar o disco. Gostamos muito dele e não vejo a hora de as pessoas todas poderem escutá-lo também.

Nino- Agora,minha clássica pergunta final,se vocês pudessem voltar ou avançar no tempo e tivessem a possibilidade de escolher tocar com mais cincos bandas de todas as épocas num mesmo palco,que bandas seriam essas?

Wonder-A gente tocaria com John, Paul, George e Ringo. Cinco vezes.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

RIVER RAID - DO BRASIL PARA O MUNDO NA RAÇA E NA CORAGEM





Voce já ouviu falar em River Raid ?
Não , não estou falando do antigo joguinho dos anos 80 ,eu pergunto se você já ouviu falar na banda Pernambucana River Raid?
Bom, pra começar eles não tocam nas maiores rádios brasileiras, não saem na revista contigo ,não cobram cachês inacreditáveis para se apresentar ,não são estrelas do que atualmente se diz como sendo o atual rock nacional , porém eles vão muito ,mas muito além disso e a maioria de vocês nem sequer faz idéia, mas esses caras hoje já são considerados lá fora como uma das maiores novas bandas do rock brasileiro e já correram os Estados Unidos e o Canadá com repercussão absolutamente positiva ,no Brasil já brilharam em festivais como o REC Beat (recife PE),Se Rasgum no Rock (belem PA), Do Sol (natal),Ponto CE (Fortaleza CE),Bananada (Goiania GO),Aumenta que é Rock (Joao Pessoa PB),MADA (Natal RN) entre vários giros pelo país sempre de maneira independente e totalmente guerreira ,a historia dos caras não é apenas uma bem sucedida historia de reconhecimento é uma lição a ser seguida por qualquer banda que sonhe em alcançar aquilo que quer da maneira que sua atitude melhor lhe convenha.
Com dois álbuns na bagagem e quilometragem que registra passagem por respeitados festivais e eventos, como o famoso norte americano "South by Southwest (Austin, TX) e o brasileiro "Levis Music, ambos direcionados à revelação de nomes da cena independente, a Banda Recifense desbancou 15 mil concorrentes de mais de 100 países no Concurso Internacional de Composição, o "ISC - International Songwriting Competition - com a música “Time Up”.
Foi a banda mais votada da categoria rock pela internet na Voz do Povo (People s Voice) e recebeu a menção honrosa do júri, formado por figuras como Julian Casablanca (The Strokes), Frank Black (Pixies), Robert Smith (The Cure) e Jerry Lee Lewis, sendo a única banda brasileira na final do concurso.
The River Raid foi escolhida pelos editores da Revista Rolling Stone no "Hot List" do mês como um dos cinco favoritos com a música "Não caio mais no que você diz"; ilustrou reportagens de importantes jornais como a Folha de São Paulo e o Estado de Minas; foi citado em revistas e sites de renome internacional como a Spin.com , CMJ.com e Zig Zag Live.com; e recebeu nomeações importantes, a exemplos: o Hollywood Music Awards (Hollywood – CA/EUA); o Toronto Independent Music Awards e o Ontario Independent Music Awards (ambos em Toronto – ON/Canadá).
The River Raid é Ricardo Leão (guitarra, voz), Eduardo Pereira (baixo), Antonio Ferreira (guitarra, voz), Gustavo Monteiro (bateria) e Gilberto Bezerra (guitarra) e foi com o Ricardo que passamos uma madrugada batendo um papo para que a gente pudesse ficar por dentro dessa fascinante historia..






Nino- Como a River raid começou sua historia ai no Recife ?

Ricardo_Leão - A banda se formou no colégio, na época tocávamos nos intervalos e nas festas do colégio. Dái gravamos uma demo e começamos um trabalho de divulgação da músicas. Na época a cena de Recife estava fervilhando e começamos a tocar nos bares da cidade.
Depois vieram os festivais locais. Começamos a chamar a atenção da mídia e a demo recebeu boas críticas dos jornais e da revista Showbizz,dai veio o convite da Mtv para fazer o Ultrasom, a gente foi lá e ganhou o concurso
Foi um grande feito para gente ,quem apresentava na época era o Edgard Picolli que hoje está no Multishow.

Nino - Isso há quantos anos atrás?

Ricardo_Leão -Isso era entre 1996 e 2000 mais ou menos

Nino- Era uma epoca maravilhosa para o rock, o miranda lutando contra tudo e contra todos em prol de uma causa , as revistas dando geral nas cenas estaduais ,as gravadoras apostando no novo sem receio , algo que hoje é bem diferente né Ricardo?

Ricardo_Leão – É , vivemos um momento de dúvidas no mercado, ninguém sabe exatamente o que vai acontecer, eu particularmente vejo o momento com muito otimismo. Acho que é uma ótima hora para os artistas independentes,mas ninguém sabe exatamente o que vai acontecer e como ganhar dinheiro com venda de música....
O bom é que hoje quem tem um produto de qualidade e um trabalho sério fica e aos poucos as coisas vão se definindo ,uma coisa é fato , a produção musical não vai parar ,o entretenimento é um mercado em expansão
e a música faz parte disso tudo,vai mudar e isso pode ser muito bom.

Nino -Voces já tem mais de 10 anos de estrada , o movimento mangue beat (que emplacou a cena cultural de Pernabuco com artistas Chico science e Mundo Livre S.A) ajudou a banda a desbravar territorios,mesmo sendo um estilo diferente do que estava sendo projetado no país vindo dai?

Ricardo_Leão - Acho que o movimento mangue ajudou a chamar atenção para cena musical que estava se formando em Recife, da mídia e do público. A gente começou na mesma época, mas meio que na contra mão do regionalismo, fazendo rock'n roll. Tinha mais bandas na época que estavam com a gente e apesar de ter sempre a comparação "é de Recife tem tambor" a gente continuou firme e forte nas nossas influências.
e é sempre por ai, tem mercado para todo mundo ,quem tem qualidade e quer trabalhar vai ficando

Nino- E quando a coisa começou a tomar uma projeção maior do que voces imaginavam na River Raid?

Ricardo_Leão -Depois que a gente gravou o primeiro disco, as coisas começaram a engrenar. O disco tem 4 músicas em inglês e a gente começou a fazer um trabalho de divulgação das músicas nos EUA e Canadá. Através da internet conseguimos tocar em festivais nos dois países.
Ai começamos a ver que além do Brasil havia um mercado também no exterior.
Lançamos o disco aqui , fizemos uma turnê passando por São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, joao Pessoa, Recife e Salvador divulgando o disco e foram surgiram oportunidades lá fora também...
Através da internet nos inscrevemos em concursos de composição
e as coisas foram acontecendo...

Nino -O Concurso Internacional de Composição, o "ISC - International Songwriting Competition - com a música “Time Up” ,por exemplo ,foi uma dessas grandes oportunidades certo?

Ricardo_Leão - O último que rolou foi o Billboard World Song Contest, ficamos no top 500 , com “Summer” e “Time Up” , o ISC foi uma grande vitória também, vencemos entre mais de 15.000 bandas do mundo todo
recebemos uma menção honrosa de um júri de astros.
Nino- Nunca tinha visto nada igual Ricardo ,e o pior é que quase ninguem fica sabendo por aqui....

Ricardo_Leão -É danado... o massa é que estamos aqui batendo esse papo e devagarinho vamos divulgando , o juri tinha pessoas como Julian Casablanca (The Strokes), Frank Black (Pixies) e Robert Smith (The Cure)...

Nino- É algo que nos faz acreditar em um futuro melhor para o rock no Brasil...

Ricardo_Leão - A gente cresceu ouvindo esses caras e agora eles ouviram a nossa música , isso é uma grande vitória para a música nacional ,é isso ai.


Nino- E para conseguir dar esse passo , de começar a tocar fora do país ,como voces conseguiram bancar isso,que é a maior dificuldade que as bandas enfrentam ,os meios de chegar até lá?

Ricardo_Leão - É ...cada ida é uma luta ,não é nada fácil ,o que a gente faz
é captar recursos através de projetos culturais e vai financiando ,aliás, isso é uma grande saida para artistas independentes

Nino- Mas nem todo estado possui essa certeza de que pode conseguir algo por ai...

Ricardo_Leão -Juntar-se com empresas para gerar o mercado
é mais uma mudança cultural que é feita lentamente , algumas coisas já começam a acontecer e o momento economico do país vai aumentar isso
começamos a ver projetos como o Levis Music que estamos participando este ano ,que é uma parceira neste aspecto .como no caso da mallu..
O Trama Virtual tem feito vários lançamentos legais com a Volkswagem e Vale Refeição, lançaram trabalhos de Ed Motta, Tom Zé e Móveis Coloniais de Acaju ,e por ai vai.
O governo tem leis de incentivos muito interessantes... agora... para lidar com o governo e com empresários é preciso estar muito organizado e ser muito profissional.

Nino- Hoje vcoes estão radicados onde?

Ricardo_Leão -Ainda em Recife ,Pernambuco.

Nino –Mas é essencial fazer a ponte para são paulo não é?

Ricardo_Leão -Sim, temos ido a São paulo sempre que possível, importantíssimo... tentamos marcar shows na volta da tour ( a recente turnê que fizeram nos Estados Unidos e Canadá), mas ficou muito em cima
estamos planejando agora uma ida depois do carnaval.
Sampa tem que ser planejado com antecedência e adoramos tocar lá.

Nino- Mas vamos falar sobre as grandes experiencias lá fora ,me conta um pouco sobre o que de maIs inacreditavel aconteceu por lá, as pessoas q voces conhecram ,os idolos, as bandas q dividiram o palco....

Ricardo_Leão -Os festivais lá fora tem uns "line up" forte ,no Atlantis Music Conference uma das bandas principais foi o Queens of the Stone Age , No South by SouthWest (Austin TX), desse ano teve um monte de banda: The Sonics, Echo and The Bunnymen , Metallica , Dinossauro Jr, Easy All Star, Ben Happer , Julliet Lewis...

Nino- Os Easy Star chegaram a tocar algo desse novo tributo dedicado ao Sargent Peppers?

Ricardo_Leão -Tocaram várias coisas de todos os álbuns... foi de chorar,
No CMJ em NY , fomos indicados pela diretoria do festival para gravar um comercial num estúdio lá , o estúdio chamava-se The Cutting Room ,
a empresa de marketing Londrina chamava-se Suspicious Marketing...
quando a gente chegou no estúdio não acreditou no tamanho do negócio
tinha disco de platina por todo lado,O Red Hot Chilli Peppers gravou o "By the Way" lá , Run DMC é outro cliente famoso ...

http://www.thecuttingroom.com/index.php/Clients/Music


Nino- Por quais paises voces passaram até agora?

Ricardo_Leão - Já fizemos EUA e Canadá para o proximo ano estamos vendo a possibilidade de ir para Europa
Nino- E como você compara a receptividade do publico brasileiro e o estrangeiro?

Ricardo_Leão - Lá fora a música brasileira é muito respeitada e as pessoas as vezes não acreditam qua a gente do brasil está lá ,mas sempre é uma reação positiva ,no show do CMJ tinha um dono de um selo canadense no show da gente ,o cara ficou louco ,gostou muito do show ,mandou e mail depois do show e estamos conversando para ver o que sai.

Nino- E aqui no Brasil?

Ricardo_Leão -Um experiência engraçada foi a abertura do Paramore ,
que era um público diferente do que a gente está acostumado a encarar
totalmente diferente para falar a verdade e foi bem tenso ,nos não sabíamos o que ia acontecer até as cortinas abrirem e o show começar...mas demos conta do recado e o show foi muito legal o público respondeu muito bem.
E ai em Sampa quando vamos costumamos tocar no Outs, Inferno, Studio SP ,Uderground é rock na veia ,palco pequeno ,suor ,cerveja no palco
essas coisas do rock...


Nino- Ricardo,como voces estão lançando os discos e qual a diferença entre o potencial de ter um cd e o potencial de se divulgar pela internet?

Ricardo_Leão - O primeiro a gente lançou na raça ,o segundo está sendo mais planejado ,essa palavra é muito importante escrevemos um projeto e aprovamos na Lei Rouanet ,o disco vai sair através do incentivo federal.
Hoje em dia com a situação atual do mercado você tem que "surfar" todas as ondas ,tem que ter o disco físico tem que estar na internet tem que planejar o lançamento ...Nesse segundo trabalho nós estamos muito focados nisso
antes de colocar o disco a disposição vamos procurar fazer o máximo de barulho possível.
A internet é sem dúvida a arma mais forte hoje ,a grande diferença é como cada um usa a ferramenta.

Nino -Como é usar a ferramenta da maneira correta?

Ricardo_Leão -Na minha opinião: planejar as ações do lançamento
Tipo...antes de lançar o disco lançar um myspace com um layout novo
ai divulga o lançamento do myspace depois lança o site
divulga o lançamento do site ,depois fazer um trabalho como esse que estamos fazendo aqui com blogueiros ,fazer isso no mínimo uns tres meses
divulgando ,falando sobre o disco introduzindo no mercado , preparando o terreno para lançar , é muito difícil dizer na verdade... não tem regra
o que funciona é quando você atira na direção que acha que vai ser mais positiva ,é o que mais dá retorno hoje.
... ai vai , lança um clipe ,tenta colocar na Mtv , tem que estar em todas as redes sociais , Facebook, twitter ...no final das contas não tem nada de novo
é o trabalho que a gente escolheu por amar isso .
Nino- Hoje em dia quais são as bandas que voce poderia citar como referencias, as coisas que voces estão mais ouvindo, e o que acaba refletindo no resultado final nesse novo trabalho?

Ricardo_Leão -Referência termina sendo o que você ouviu a vida toda, mas poderiamos dizer muito RadioHead, Tv on the Radio, White Stripes, Racounteurs, Tom Jobim, Pixies, Sonic Yoth, muito David Bowie, Television
Tim Maia...

Nino- Bom,vamos indo para o final,tem uma pergunta que eu sempre curto fazer ,se voces pudessem escolher ,como numa maquina do tempo indo do passado ao futuro , 5 bandas para tocar em um palco com voces quais seriam?

Nino- Essa é foda....

Ricardo_Leão -Ahahahahaaha...puta que pariu...Pixies ,Sonic Youth ,The Doors...sacanagem isso hein nino??!!
Nino- heheheheh....falta só duas....

Ricardo_Leão -Cassete...pera que eu não quero ser injusto...

Ricardo_Leão -Beach Boys ,Miles Davis e Neil young essas
Entrariam fácil .

Nino- Eu tenho uma curiosidade : Qual foi a figura que voces encontraram lá fora que mais os deixou atonitos?

Ricardo_Leão -Jorge Ben em Miami Beach....

Nino- E um internacional, tipo que o cara treme em ver...

Ricardo_Leão -Pô esse ano no CMJ a gente viu um show do Heavy Trash num local que cabiam umas 300 pessoas
foi doente.....

SEGUE ABAIXO UM RESUMO ESCRITO A PUNHO PELA PROPRIA BANDA SOBRE A RECENTE TOUR QUE ROLOU LÁ NA GRINGA .
Em outubro de 2009 a banda recifense The River Raid partiu em mais uma odisséia internacional: fazer uma turnê na costa leste dos EUA.
O motivo???
Pré lançamento do disco novo que será lançado em 2010 e o convite para participar do CMJ um dos festivais de cinema e música mais antigos de New York.
O novo trabalho já tem nome “In a Forest” e traz 10 novas músicas que a banda vai lançar no início de 2010.
A turnê passou por diversos estados norte-americanos dentre eles Illinois, Indiana, Geórgia, Carolina do Norte, Ohio, Pensilvânia e Nova York.
Em Chicago/ IL, tocaram num dos principais bares da cidade o Reggie’s Music Joint indicado pela revista Time como umas das 10 coisas a se fazer em 24h quando estiver em Chicago. O show foi muito legal e quem estava na platéia foi Jimmy Rogers, músico e produtor dos anos 70 que veio cumprimentar a banda pelo desempenho no placo e pelas composições no final do show. Naquela noite estava acontecendo no local a gravação de um programa de Tv que a banda terminou sendo entrevistada.
De Chicago a banda partiu rumo a Indianápolis e tocou numa taverna cheia de história. O Vollrath é um local muito antigo e Matt (gerente do local) fez um pequeno tour contando os “causos” e histórias depois do show. O bar foi construído na época em que os EUA passavam pela lei seca e é cheios de passagens secretas utilizadas para esconder bebidas alcoólicas e por onde os gangsters costumavam escapar da polícia, segundo Matt, Al Capone e John Dillinger costumavam freqüentar o local na época.
A banda seguiu viagem, em Athens/GE tocou no Go Bar, onde foram informados que um dos proprietários do local é o vocalista do REM Michael Stipe.
Em Nova York se apresentaram no CMJ, o renomado festival é conhecido por ter revelado nomes importantes da música.
CMJ significa College Music Journal e é uma espécie de “chart” das rádios universitárias americanas.
A noite estava com a clássica atmosfera rock’n roll de NY e a invasão pernambucana não perdoou, os shows do The River Raid e Sweet Fanny Adams fecharam a noite e chamaram a atenção de quem estava no local, numa festa organizada pelo CMJ, Apex Brasil e a BMA celebrando o ano da França no Brasil as bandas recifenses mostraram que o Recife é Rock.
Ainda em NY foram indicados pela diretoria do CMJ para gravar 02 músicas no The Cutting Room, estúdio que já gravou bandas como Red Hot Chilli Peppers e Run DMC As duas músicas foram gravadas ao vivo para uma propaganda publicitária da empresa inglesa Suspicius Marketing. Foram gravadas Summer do primeiro disco e Shine On do novo álbum.
Antes de retornar para o Brasil, mais uma surpresa receberam um comunicado da Billboard informando que as músicas Summer e Time Up ficaram entre as top 500 do Billboard World Song Contest.
Escrito mais um capítulo da música recifense e brasileira na memória do rock!!!!!!!!!!


http://www.myspace.com/riverraid

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

CRACKER BLUES -ENTRE O MEXICO E O INFERNO




A banda paulistana Cracker Blues nasceu da paixão pelo rock sulista americano e pelas raízes do blues e os mestres do blues rock ,passaram um longo período executando clássicos eternizados pelo passado até que as composições próprias foram vindo a tona ao longo do caminho ,a qualidade é indiscutível nas canções do primeiro álbum recém lançado e batizado “Entre o México e o inferno” ,melodias arrasadoras , letras inspiradíssimas e autenticas de quem vive das ruas nas noites entre bares enfumaçados e etílicos caindo pelas madrugadas em busca de mais daquilo que os alimenta,a diversão dos grandes boêmios como um dia foi Adoniram Barbosa entre os cantos escuros da capital paulista em sambas que muito bem poderiam ser grandes clássicos do rock como o Cracker hoje faz, grandes pérolas que narram contos verídicos ,que relatam perdições e preces embaladas a um rock’n’roll de grande estilo ,levei um papo com o vocal ,gente finíssima e agora grande brother Paulo Coruja ,o show de lançamento oficial do álbum rola ainda esse mês ,mais informações dentro de alguns dias aqui no blog ,vamos lá grande Paulo,vamos pedir logo essa cerveja gelada e dar inicio ao nosso bate papo.



Nino-Finalmente depois de quase 10 anos de estrada a Cracker Blues chega a seu primeiro disco ,um momento muito especial para banda ,como vocês estão se sentindo com a chegada deste primeiro filho ?
Paulo Coruja -Rapaz, deu muito trabalho e custou muito sangue, além de várias mudanças na formação durante a longa estrada, mas estamos muito felizes...o disco ficou melhor do que a gente esperava, e passa bem tudo o que a gente queria dizer, o estilo de vida Cracker Blues.

Nino- a banda existe desde 2000 ,começaram como uma banda cover de clássicos de blues ,blues rock e southern rock altamente respeitada , como foi a transição dessa fase para um trabalho autoral?
Nós começamos despretensiosamente, só pra tocar as músicas das quais gostávamos...aí foram aparecendo oportunidades pra shows, e fomos seguindo. Em determinado momento, começamos a fazer versões das músicas que tocávamos diferentes das originais, a dando uma cara própria pra alguns materiais. Aí, quando vimos que tínhamos uma identidade, um estilo de som característico, resolvemos investir, e fazer músicas próprias. Quando vimos que o negócio fluía, gravamos.
Nino- Entre o México e o inferno traz um caldeirão de influencias marcantes,quais as bandas que ao ver de vocês estão mais impregnadas na essência do álbum?
Tem muitas, mas vamos lá: Allman Brothers, ZZ Top, Lynyrd Skynyrd, Blackfoot (esse nós só percebemos depois, hehehe), Robert Johnson, Gov’t Mule, Son House, Eric Sardinas, John Lee Hooker...
Nino- As letras são um show a parte, de onde vocês tiram essa inspiração tão original , como funcionou esse trabalho de composição no disco?
A banda toda tem histórias pra contar, e também ouvimos muita coisa de amigos na noite...muitas coisas das quais falamos realmente aconteceram, então foi só transformar isso uma maneira que pudesse integrar o arranjo. Pesquisei muito Tom Waits, e letras de sambistas brasileiros da antiga, como Noel Rosa e Riachão. Aí, eu mesmo escrevi as letras, sempre com as sugestões dos demais membros da banda, como a Larissa e o Marceleza, e com as frases que captávamos por aí nos botecos...

Nino – E quanto a produção do Edu Gomes ,essa figuraça altamente talentosa da musica nacional ,falem um pouco para a gente sobre essa parceria?
O Edu tinha participado de um projeto nosso, o “Cracker Blues Convida”, aí, nos conhecemos melhor, e o convidamos pra fazer a produção do disco, área na qual não tínhamos experiência. O homem entendeu perfeitamente o que a gente queria, e ajudou a organizar nossa idéias de uma forma coesa, pra dar unidade ao trabalho, sem perder as características da banda nos shows. Chegávamos com um arranjo pronto, aí ele ajudava a podar alguns excessos, e acrescentar passagens pra enriquecer, além de trabalhar os timbres com precisão. É um grande talento, e esperamos contar com ele nos próximos!

Nino- Tocando no assunto das bandas de rock no Brasil atualmente como vocês encaram o fato de sobreviver com a musica em um mercado que se fechou bastante de uns tempos para cá ,principalmente levando em consideração o fato de agora terem um trabalho próprio?
O trabalho próprio te traz um respeito diferente no meio, é como uma identidade, que te credencia a vôos mais altos. Passam a saber o que você tem a dizer. A internet facilitou a divulgação das bandas, hoje qualquer um pode ouvir seu trabalho, mas também dispersou bastante o público. As gravadoras que ainda tem cacife pra lançar bandas estão concentradas em mainstream, as independentes não conseguem se segurar bem, então agora a própria banda tem de correr atrás, e oferecer um diferencial pro público. Não basta fazer música boa, agora temos de ter uma atitude, e saber levar essa atitude ao público, em todas as formas possíveis. O cara deve se identificar com o estilo da banda, mais do que curtir o som, deve ser parte da tua família...é assim que nós sobrevivemos na selva, contando com nossa família Cracker Blues, e caçando as oportunidades....aliás, obrigado por esta oportunidade!!!.

Nino- São Paulo tem gerado muitas boas bandas de rock resgatando fortemente essa veia rock’n’roll vibrante ,tirando bandas como a Tomada e a Baranga que já estão se sobressaindo na mídia e inclusive já dividiram o palco com voces, quais bandas vocês podem citar como nomes fortes dessa nova cena paulista?
Cara, tem muita coisa boa, só que tudo anda meio fechado, sempre o mesmo palco, nos mesmos lugares...posso citar, com trabalho próprio, além destas o Carro Bomba, Pedra, Daniel Kid e os Rockers, muita coisa! Apesar de não ser paulistana, cito o Bando do Velho Jack, do Mato Grosso do Sul, uma de minhas bandas favoritas, junto das anteriores! Um dos meus sonhos é rolar um festival de verdade, grande e bem feito, pra botar esses caras todos no mesmo palco e fazer o barulho que eles merecem.
Nino- Voces falam em influencias de citações da noite paulistana nas composições do disco ,falem-nos um pouco sobre isso?
Quando você convive com a noite paulistana (fora dos lugares da moda, claro), você ouve histórias e convive com figuras lendárias...além, é claro, de vivenciar situações que não são exatamente normais. Sim, numa letra falamos do gerente de uma casa, digamos, de “relaxamento muscular masculino”(citação do Marceleza), e realmente um familiar próximo meu foi gerente de uma. O whisky Made In Asunción, o bom dia do saco de pão, todos nós passamos por isto....o amigo que tatuou o nome da namorada (alguns tatuaram o rosto delas), e as piadas que surgiram disto, a ressaca de segunda. Falamos da realidade que nos cerca, e quem ouve a Cracker compartilha do que falamos, hehe!

Nino- Quais os planos da banda a partir do show oficial de lançamento do disco , que pelo jeito vai ser uma grande celebração...
Esperemos que seja um grande show, e que a família Cracker envergue com orgulho seus chapéus e botas, afinal de contas vamos invadir o Bourbon Street !
Estamos trabalhando no nosso clipe de Velha Tatuagem, que deve sair depois do carnaval, e pretendemos tocar até sangrar os dedos, além de compor mais, pra já preparar o segundo disco!

Nino- Vocês sempre se dedicaram exclusivamente a Cracker ou durante essa década de estrada também participaram de outros projetos?
Antes da Cracker, todos tivemos muitos...agora, às vezes participamos de outros projetos como instrumentistas, por exemplo, o Marceleza faz guitarra em alguns, eu gravo algumas gaitas pra outros. O Gaucho tem outra banda, a Garagem Hermética, excelente, por sinal, que está voltando à ativa. A Larissa eventualmente participa de outras como convidada, e assim seguimos. A Cracker toma bastante tempo.

Nino- Quais discos para o pessoal da Cracker blues são obras sagradas que a geração de agora não deveria deixar de ouvir ?
Meu rapaz....essa pega! Tudo do Allman, do Hendrix, do ZZ Top, do Lynyrd, do Stevie Ray Vaughan, do Robert Johnson, do Gov’t Mule...tá....pensando em álbuns: Allman: At Fillmore East, Lynyrd: Pronounced 'lêh-'nêrd 'skin-'nérd, Robert Johnson : Complete Recordings, ZZ Top: Tres Hombres, Eric Sardinas: Treat Me Right, Dave Hole: Whole Lotta Blues, Johnny Winter: Second Winter, Scott Henderson: Dog Party, Stevie Ray Vaughan: Live at El Mocambo, Willie Dixon: Boss of the Chicago Blues, George Thorogood: Anthology, Hound Dog Taylor: Release the Hound, The John Butler Trio: Grand National, John Mooney: Dealing With The Devil, Koko Taylor: Koko Taylor e Friends, Motörhead: March or Die, Casa das Máquinas: Casa do Rock, Tutti Frutti: Fruto Proibido, tem um monte…

Nino- Na Markadiabo a gente tem uma caracteristica um tanto antropólogica de colocar na roda bandas q não atingiram o devido reconhecimento mas que consideramos pérolas sonoras quais bandas que não atingiram o mainstream vocês consideram mais legais ?
Acho que o Eric Sardinas tem bastante a dizer, na linha Johnny Winter. O Gov’t Mule não tem o reconhecimento que merece, é uma das maiores bandas do nosso tempo...tem o North Mississipi All Stars, o Delta Moon, The Blasters, Molly Hatchet, Blackfoot...
Nino- Ainda vai rolar algum cover nos shows ?
Sim, ainda fazemos alguns. Pensamos no Gov’t Mule: quando eles fazem covers, e eles fazem bastante, sempre soa Gov’t Mule...é isso o que queremos fazer, covers com cara Cracker Blues.

Nino- Qual musica mais rolava um feed back ,um frenesi quando ainda eram uma banda tocando clássicos das antigas?
O pessoal gostava da Voodoo Chile (Hendrix), da My Head is in Mississipi (ZZ Top), da Minha Vida é o Rock’n Roll (Made in Brazil), da Midnight Rider (Allman Brothers) mas agora os hits são as próprias.

Nino- E no trabalho atual,quais musicas mais tem despertado a euforia do publico ou das pessoas que já tem acesso ao disco?
Velha Tatuagem, com certeza a mais “cantada” pelo público, Whisky Cabrón (a mais porrada), Blues do Inimigo (a preferida de muitos no disco, depois da Velha) e Bolero Maldito (o country sanguinário, hehehe).

Nino- Se a banda pudesse voltar no tempo e ser escalada pra participar de um festival com cinco bandas ,quais seriam as outras quatro?
C..., essa é perigosa. ZZ Top, com certeza, Allman Brothers, Lynyrd Skynyrd, Blackfoot e Charlie Daniels Band. Mas eu só assistiria, hehehe...essa é a minha preferência, os demais Crackers podem ter outras.

Nino- Quais bandas de blues no Brasil vocês consideram mais relevantes ?
De blues, acho que o Blues Etílicos, o Celso Blues Boy, o André Christovan, o Irmandade do Blues, Blue Jeans e Big Alambik. Essas são as que tem mais história. Mas tem muita coisa boa, além delas...e bandas que não são de blues, mas tiveram relevância em algumas músicas no estilo, como o Cazuza.

Nino- Como é viver a banda de maneira independente no Brasil ,o cara consegue sobreviver só com seu próprio trabalho como musico,como é o dia a dia de voces?
A Cracker se paga sem problemas, mas ainda não podemos depender apenas dela para viver, esperemos isso pra breve. Trabalhamos com outras coisas, também, e ensaiamos semanalmente, fora os shows.

A Cracker Blues agradece muito ao Nino e à Marka Diabo pela oportunidade , pela força que eles dão às bandas nacionais, e pelo estilo das camisetas, que achamos do c...!! Convidamos todos aos nossos shows, e quando estiverem lá, usem com orgulho seus chapéus, botas e camisetas Marka Diabo, que eles são dos poucos que vivenciam o Rock’n Roll nessa selva!!!
Grande abraço!!


obs: Hoje a banda já prepara-se para compor o novo albúm e o mestre Paulo Coruja é integrante oficial da equipe da Marka Diabo, como nosso principal desenhista.

MAQUINARIA FESTIVAL- 7 DE NOVEMBRO 2009-SÃO PAULO










Ampliando nossos tentáculos em ambito nacional eis que surgem nossos mais novos parceiros jornalísticos, a dupla dinâmica , hoje paulistas residentes , Renato Ribeiro Neto e Roberta Naviliat (mais conhecidos intimamente como Renatinho e Beta ,as cabeças pensantes da excelente banda stoner Staut).
O primeiro desafio foi cobrir para a gente a estréia do Festival Maquinaria que rolou em Sampa , já que o segundo dia não faria tanto nossa cabeça com exceção da escalação fora de órbita do grande Danko Jones em meio ao Panic at the Disco e o Evanescence ,minhas desculpas aos milhares de fans das duas bandas, mas o Danko era ao meu ver só o que nos interessaria, gosto é gosto.
Bom, mas sem mais delongas vamos a narrativa relembrada com emoção pelas mãos e mente da grande Beta e tudo começa em um...


Dia Feliz!!!

Sabe aquele dia que você acorda e diz “É hoje...”, pois é, era o dia do Máquinaria Festival 2009. Nação Zumbi, Sepultura, Deftones, Jane’s Addiction e Faith No More, ta bom ou quer mais?
Um dia antes, já sofríamos a ansiedade de chegar logo, de como seria, será que iria dar tudo certo com nossos ingressos?
Tinhamos descolado as entradas por meios diferentes para a área vip, com uma provável promessa de acesso aos bastidores , roer as unhas era pouco ,elas simplesmente desapareceram de nossos dedos...
Bom, saímos as 10:30 da manhã de casa (Suzano – SP), para estarmos na Galeria do Rock ao meio dia pegando nosso parceirão Toninho (presidente do fã clube do Sepultura) e sairmos em busca do dia perfeito no meio de um engarrafamento no centro de São Paulo em um de táxi, então pegamos o corredor dos ônibus e em meia hora estávamos desembarcando na ENTRADA VIP do Maquinaria.
Ligação vai, ligação vem, brilhou os ingressinhos, graças aos mais desejados contatos do festival que só nosso mano Toninho pode conseguir.
Beleza, fones salvos no nosso celular, todos aqueles contatos que não teríamos jamais a cara dura de ligar, nem pra ouvir atender e desligar seguimos felizes da vida, com entrada Vip de Convidados, adentrando na tão falada “Chácara do Jockey”.
Primeira coisa a se fazer quando passamos pela segurança, abrir a mochila e deixar babando quem estava de fora pelas camisetas da Marka Diabo, fornecidas pelo nosso brother, Nino Lee, para presentear o Sepultura em grande estilo, depois de alguma demora entre não amassar demais as camisetas e nossas coisas, ainda achamos um espacinho na muchi para a bandeira de três metros do Sepultura (amiga inseparável do Toninho) que não poderia faltar no show!!!!
O Nação já estava tocando, começaram as 15:00hs, mas não deu tempo de assistir, já era a última música quando entramos e era longe pra chegar, deveria ser umas 16:00hs quando entramos, um calor de nem sei quantos graus e a vontade de dar um mix foi maior do que qualquer coisa, porque por mais que voce diga que vai deixar pra mais tarde a canha, quando passa aquele carinha da “Cerveja geladinha” , acabou promessa de se segurar, é que nem macaco correndo atrás da banana. Foda, e a barriga cada vez aumenta mais...
Todo mundo falando super bem do show do Nação, chegamos até o banheiro (graças a Deus) e no intervalo de cada banda, na pista, tinha um palco alternativo com bandas locais, bem legal, e por isso pensávamos que iria demorar um pouquinho pro Sepultura entrar, que nada, só deu tempo mesmo foi de pegar uma gelada e correr pro nosso posto, ÁREA VIP =>.
Sepultura tocando e chegamos com a bandeira em punho, HHHAAAAA, foi massa demais, Sepultura sempre da um show de tudo, até da simpatia do “Alemão” (forma carinhosa do Toninho chamar seu cumpadi Andréas Kisser) em agradecer a presença de todos e em especial “Toninho e os verdadeiros fanáticos por Sepultura”, que honra Hein?
Ao nosso lado, os três filhos do Igor Cavalera no maior estilinho Max e Igor crianças, lindos e Rockeiros por Natureza, só vendo.
Destaques para músicas do cd novo A-LEX, como “What i Do!” e “Moloko Mesto” (baseadas na obra de Stanley Kubrik, o eterno Laranja mecânica), entre outra clássicas que levanta qualquer defunto, o show foi bom demais.
Sem mais delongas, fim do Sepultura e o palco estava sendo organizado para entrada da tão esperada DEFTONES (banda que somos fieis de carteirinha).
Com uma tentativa frustrada de entrar no camarim, mesmo com o Toninho, pois os grandes Sepultura eram convidados do festival e não faziam parte da organização, não conseguimos entrar pelo portão altamente disputado e fiscalizado, aguardamos ao próximo show!
Havia uma leve frustração no ar que foi superada com alguns goles de ceva gelada, ao som de mais uma banda no palco alternativo, o sol queimando, quando por uma fração de segundos nos soa aos ouvidos aquele timbre poderoso seguido de uma microfonia ensurdecedora estourando com batera e baixo ,diante de nós o DEFTONES.
Nossa!!! Não estávamos acreditando, eram eles mesmos, com todo o peso que poderia ter.
Tinham um repertório com 30 músicas que variavam entre todos os discos, mas nem sei se tocaram todas, ficamos bem pertinho do palco, na frente do Stephen Carpenter (Guitarra), sacamos na mesma hora uma camiseta da mochila, pensávamos em atirar pra eles, mas estávamos receosos, pois não poderíamos falhar, então optamos pela camiseta da STAUT mesmo e nada mais justo que depois todos os covers que já fizemos de Deftones, pelo menos nesse dia, seria o mais perto deles que poderíamos chegar.
Com a camiseta na mão, chamamos a atenção do Chino Moreno que com um arremesso certeiro, ele apara a Marka Diabo Stautica e coloca em um dos cantos do palco, daí fomos ao delírio, e fica a pergunta que não quer calar “Por onde será que anda a Marka Stautica”?
Ápice do show foi com certeza “Hexagram” levando fãs presentes ao delírio, também com Feiticeira e Changes, entre todas as outras , Head up, 7 Words... e o poeirão que subia a cada roda punk , era lindo de se ver.
Bom, infelizmente eles se despedem da galera, um público estimado em 30 mil pessoas, que acho que foi mesmo, todo mundo faminto e teríamos uma pausa pra levantar as perninhas de rockeiras sedentárias e descansar na área vip, que tinha até rede pra galera curtir o melhor visu possível.
Entre todas as surpresas belíssimas que o lugar nos proporcionou, o destaque foi para infra estrutura do local, tudo que se pode esperar de um festival bem sucedido estava ali, bom, espaço para isso é o que não falta lá.
Comemos pizza com cerveja, pra variar um pouco, a noite cai e começa o show do Jane’s Addiction, bem legal, apesar de não sermos muito fã da banda eles arrebentaram, com um jogo visual incrível, Navarro (guitarra) com seu estilo clássico sem camisa, chapeuzinho e crivo e Perry Farrell (vocalista) com uma roupa de doer os olhos de tão cintilante, tirando todo o foco das dançarinas gueixas que também deram um show.
O show acabou e já estávamos na área vip onde conseguimos bater algumas fotos com o pessoal do CPM 22, gente finíssima o tal Badauí (vocalista), que conquistou o direito de levar uma camiseta da Marka e também Marinho (baixista)do ex Pavilhão 9, e esse sim ganhou com louvor duas camisetas da Marka gostando das mais indemonhadas, como disse ele! Hehehe.
Entre outras fotos com Vips presentes, ceva, pizza, amigos novos e a satisfação de estar ali com tanta gente massa, uma chuvinha passageira não pode deixar de aparecer, assustou o pessoal da produção que estavam organizando o palco para os mais esperados do dia, tendo que cobrir a aparelhagem, mas foi uma chuva de verão, logo passou e mesmo forte por alguns minutos, não conseguiu deixar o local em lama, foi pra refrescar mesmo. Tava muito quente.
O Faith No More subiu ao palco entre 22:00, 22:30, era por ai!!!
Mike Patton com uma roupa de pastor infernal e grarda-chuvas chega na frente do palco arriscando o português e muito carismático, mesmo com todos os palavrões que variaram de “Porra Caralho, Puta que pariu, Sacanagem, Que beleza”, que viraram coro em determinado momento, até engolir o microfone entre outras “cossitas mas” o show foi simplesmente demais, uma sensação de psicodelia e nostalgia era o que todos estavam sentindo, só as clássicas, as Best of...!!!! Show irreparável e recomendável a todos os que algum dia já se sentiram vocalistas de alguma coisa, aquilo é saber fazer um som afinado!! Destaque para os cabelos brancos do Mike Bordin (baterista) que nos faz pensar que não era sonho não, era a mais pura das realidades e o tempo passa.
E foi assim, que Faith No More encerrou a noite, com mais dois bis (ou três), galera ensandecida, festival que só acontece por aqui,Nessa ensandecida São Paulo.

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