quinta-feira, 6 de novembro de 2008
PSICODELIA MODERNA

Se o seu negócio é a psicodelia e voce se amarra em classicos como Odessey Oracle, Sargent Peppers, Pet Sounds,Surrealistic Pillow, Village green are preservation society, doideiras do verão do amor ou por ali naquela época ou até um climão a lá A night at the Opera, experiemente procurar alguns desses albuns que rolaram do final dos anos 90 para cá e inacreditavelmente passaram despercebidos ,a mais recente e aclamada delas é a The Aliens (essa toda florida que aparece ae) ,viagem garantida.
WONDERMINTS-THE DUKES OF STRATOSPHEAR-THE NINES-THE BEES-SILVER SUNSHINE-THE VIRGINEERS-THE STRAWBERRY SMELL-THE HIGH LLAMAS-ROGERJOSEPH MANNING JR.
Postado por Nino Lee às 17:09 0 comentários
OS MIL E OITO DISCOS MAIS ESPECIAIS DA MINHA VIDA!
ACDC NA VEIA!!!
BIG COCK-CRISTAL PISTOL-RHINO BUCKET-SUPAGROUP-AIRBOURNE-STONE RIDER
terça-feira, 4 de novembro de 2008
VERTIGO MIXED

Impossivel não comentar sobre as mixagens que o dj Andy Votel fez sobre as bases do catalogo da gravadora Vertigo , gravadora que por sinal falarei em breve comentando a sensacional coletanea dupla lançada pelo selo , por enquanto saiba um pouco sobre esse disco de votel, um verdadeiro arrasa quarteirão perfeito pra pistas recheadas de malucos.
domingo, 2 de novembro de 2008
MUSE SÃO PAULO ,NÓIS FOI!!

ERA UM SONHO NOSSO,MEU E DA ANA,UM DIA PODERMOS ASSISTIR AO MUSE FRENTE A FRENTE E ESSE SONHO SE REALIZOU,O MUSE FOI TRILHA SONORA DE NOSSA HISTORIA ,DE UM PERIODO DE TRANSIÇÃO NA MINHA VIDA ,FEZ PARTE DE UM RECOMEÇO QUE CONSIDERO O MEU GRANDE DESTINO ,O FIM DE UM PASSADO E O COMEÇO DA VIDA QUE SEMPRE SONHEI ,O COMEÇO DA MARKADIABO ,O COMEÇO DE UMA NOVA MENTE,AGRADEÇO PELO RENATINHO E A BÉTA TEREM ESTADO COM A GENTE NESSE MOMENTO EM QUE AO SOM DE "INVENCIBLE" NOSSAS ALIANÇAS PASSARAM PARA A MÃO ESQUERDA ,"ESQUECER JAMAIS " COMO DIRIA O RATÃO NAQUELE VELHO CLASSICO DA JUSTA CAUSA.
CONTOS DO NINO LEE
A NOITE EM QUE EU QUIS MATAR O ROCKNROLL
Ontem cheguei em casa cansado, havia sido um dia
cheio, estressante e quando rola essa canseira eu quero mais
eh relaxar , tomar um banho , ir pra cama cedo, fazia parte de um
Tratamento que me levara a um espécie de isolamento da loucura,
nessas horas eu ignoro meus discos e passo longe deles, não quero nada com o
rock.
Tinha passado no super e comprado umas coisinhas pra
tomar um café esperto na báia ,passei na banca ,comprei
umas figurinhas pra minha filha se divertir,enfim ficar na
boa comigo mesmo e com a vida ,quem sabe ate ver a
novelinha ,confesso que meu estado lá era o de me transformar de novo em uma pessoa normal ....mas a calmaria era só aparência.
Foi só chegar em casa e o meu celular tocou, nunca toca e quando toca eh na
hora errada. Era o Nelson(o dilara)na linha , já meio torto as
sete da noite e me ordenando que eu fosse ao ensaio da bandinha
dos amigos dele (eh exatamente assim que ele se referia aos
seus amigos quarentões)
-“ô Nelson ,desencana disso meu, eu não to afim de começar tudo de novo,
não vou, não posso, tenho coisa pra fazer (dormir eh claro)
-“Como não vai? vai sim!vai agora!, responde o sujeito com autoridade.
“-sinto muito meu camarada mas não dá! e desliguei o
telefone.
Aquela ligação tava mesmo chata pra caralho!
E fui tomar o meu banho, tudo novamente na paz, sem nenhuma
ameaça de algo pior.,quando batem na porta.
Era o Markus com um garrafão de vinho na mão e querendo papo, puta que o
pariu,o que eu ia fazer? mandar o cara embora?.
Na hora me veio o pensamento de que piradaços do rock me perseguem que nem mosca na merda, se não bastasse o dilara, ainda tinha o Maurilio querendo que eu fizesse uns ensaios com uma banda de baile, imaginem eu
cantando numa banda de baile? nao dá!
Mas deixei o Markus entrar,ele já tinha me quebrado varios galhos tinha de ser cordeal com o cara ,embora algo me dissesse que aquilo não ia dar certo...
Foi pro espaço o meu café em família e a garrafa se abriu,copo vem copo vai e
começou o delírio, um cd atrás do outro a todo volume e eu
mostrando tudo que eu achava que era de bom , meus hits
prediletos, bandas desconhecidas ,curiosidades malucas e coisa e tal...
quando eu resolvo mostrar pra ele uma versão que eu havia feito de brincadeira encima de uma musica do OASIS,uma baladona do ultimo disco naquela época e o cara resolve pirar nisso.
Começou a delirar que tinha como fazer aquilo estourar no radio, que ia
largar na mão de fulano de tal e um bla,bla,bla do caralho.
Os problemas começaram quando ele começou a dizer que eu tinha
que mudar o refrão, que o refrão não tava perfeito e eu falei-
bicho, não delira por que ta pronto ,é uma brincadeira,não vou mudar nada, eh
assim que ela vai ficar!
Comecei a ficar meio puto da cara com aquilo.
Aí ele começou a dizer que era bom em fazer versões e
me sugeriu que procurássemos alguma musica, fui atrás e peguei
alguns sons que eu achava sensacional, e que não eram do
conhecimento do grande publico, só que nenhuma musica tava boa
pro cara era como se meu gosto musical fosse uma bosta.
O cara falava como se fosse empresariar a minha nova fictícia carreira
musical, que ele achou que estivesse renascendo ali naquele
exato instante.
De repente uma musica do álbum verde do WEEZER
chamou a atenção dele, sugeri uma frase pra inicio e ele
discordou dando outra sugestão que eu achei ridícula e assim
foi noite adentro, nem preciso dizer que a versão não deu em
nada, fiquei enjoado com a situação e com aquele vinho na
cabeça e com aquela pinta se achando o Nelson Motta,um Paulo Coelho,ou um gênio da lâmpada qualquer....a noite foi-se adentro,o Markus
foi-se embora e eu fui-me pra cama, travadaço ,sem o café familiar,sem as
figurinhas da minha filhinha,sem paz...quando o celular
despertou eu levantei com a cabeça explodindo , na sala uma
bagunça deprimente, milhões de cinzas de cigarro no cinzeiro,e
no chão, copos sujos, vomito no canto da sala e por todo banheiro, cds soltos pra tudo que eh lado,copo quebrado, na boca
um gosto imundo de podridão me fazia ter a certeza naquele
instante de que tudo o que eu mais queria era matar o
rocknroll com um belo dum tiro bem no meio da sua testa.
CHROME DIVISION


Essa dica vai para fanaticos do Matanza e adeptos do Motorhead, rock'n'roll pesado, sujo e direto, e voce não vai acreditar mas o projeto é capitaneado pelo vocalista da gutural Dimmu Borgir,(provando que nem só de satanismo vive a Noruega) que aqui assume a guitarra , "Booze,broads and Beelzebub" já é o segundo lançamento dessa tropa de desordeiros e tem direito até a cover irada de "Sharp Dressed Man" do ZZ Top ,muito doido!!
A TOCA DO MESTRE

Ae é o local onde o mestre e produtor Rick Rubin provavelmente decide se ressuscita ou não a vida de alguma banda em estado de coma profundo como fez recentemente com o Metallica ou na invenção da dupla Run dmc/Aerosmith, ou simplesmente decide se será a a varinha de condão na elaboração de albuns classicos como Licensed to Ill dos Beastie Boys, Reign in Blood do Slayer, Electric do The Cult, Blood sugar sex magik dos Red Hot , o primeirão do System of a Down,Donovan,Tom Petty,Bob Dylan,Neil Diamond... foi ae nessa sala tb que Johnny Cash gravou suas classicas ultimas canções muito pouco tempo antes de aprtir desse mundo.
O trabalho de Rubin é de extrema importancia para a historia da nossa musica predileta.
CONTOS DO NINO LEE-QUANDO O TELEFONE NÃO TOCA
São quase nove da manhã e o telefone ainda não tocou, quando eu chego no trampo é de lei pegar um café preto no boteco do Esmeraldo e sentar na mesa do fone atendendo as ligações antes de cair em minhas funções. Mas essa porra do telefone ainda não tocou hoje. Será que tá com defeito?, difícil. Ou quem
sabe hoje não seja o dia em que a terra parou? Difícil.
Porém isso me fez pensar em algo, e pensar é algo que eu tenho feito muito por aqui,nessa época “changes” da minha vida, se fosse pra esse telefone tocar, quem eu gostaria que ligasse pra mim, numa manhã pálida como essa?
Alguém que me ligasse e de repente mudasse tudo ao meu redor depois da dita ligação. Algo que transformasse o resto do meu dia numa incerteza cruel de que aquela ligação fora real ou não e no que isso poderia mudar, ou não, a minha vida.
Me veio a tona pensar primeiro em quais ligações eu recebi e que foram
verdadeiramente impactantes na minha vida. (noticias tristes não contam) alguma ligação que conteve palavras que mudaram alguma coisa no meu mundo.
Uma delas acho que não dá pra esquecer e foi algo que além de virar a minha vida de cabeça pra baixo ainda levou junto cinco amigos meus na enxurrada do impacto que ela causou.
Eu me lembro bem, como se fosse hoje, embora tenha sido há muito tempo atrás, sentado na mesa da loja onde eu trabalhava lá nos primeiros anos da década de noventa (do Nirvana, Soundgarden, Alice in chains e outras coisitas mais), quando o bendito telefone tocou e era pra mim, as primeiras palavras do outro lado da linha foram: E AÍ,VELHINHO? (o restante daquele papo já rendeu seis discos e muita ,mas muita historia pra contar) não era o Pernalonga na linha, era o “gordo” Carlos Eduardo Miranda, um cara que na época era o olho do furacão do rock brasileiro, a imponência da imponência em termos de figura respeitada no cenário independente artístico nacional e ele tinha acabado de dizer que nós(se aqui ninguém ta ligado, tínhamos uma banda chamada Maria do Relento e tocávamos a zueira pelo nosso estado naquela época, nosso material estava nas mãos dele,assim como o de 99% das bandas nacionais que sonhavam com um disco e a tal “fama”) estávamos oficialmente contratados pelo seu selo ligado diretamente a uma das maiores multinacionais do país, uma historia liderada por ele e os Titãs, o mesmo selo que bem pouco tempo antes tinha revirado a cabeça da gurizada com uma banda chamada RAIMUNDOS.
Aquilo era, e ainda é, o sonho de qualquer banda que se preze. Aquela ligação me deixou atônito, sem palavras, incapaz de avaliar a grandiosidade daquilo que eu tinha acabado de ouvir.
Depois daquela ligação as nossas vidas nunca mais foram as mesmas.
Nossa história com o Miranda não durou tanto, uns dois anos e pouco de convivencia e aprendizado mas foi suficiente pra nos levar longe, longe demais do lugar onde estávamos, lugar esse, que talvez nem tivéssemos conseguido chegar se não fosse pelo telefone ter tocado aquele dia...
Mas afinal, quem eu gostaria que, agora, nesse exato instante fizesse esse maldito telefone tocar numa ligação feita pra mim, em pessoa?Acho que a resposta nesse caso é bem fácil de saber, é lógico que só poderia ser o OZZY, imagina se o OZZY me ligasse gaguejando e balbuciando uma coisa qualquer mesmo que eu não entendesse patavina nenhuma, isso já valeria pelo resto da minha existência, nessa xarope manhã de segunda feira.
E você ,quem gostaria que lhe ligasse, por mais surreal que pudesse ser o seu desejo?
Mas a merda é que o outro telefone, nesse caso, o meu celular, não toca quase nunca e quando toca é sempre alguém do escritório me pedindo pra fazer alguma coisa pra eles.
Se fosse pra escolher uma ligação mais real, eu escolheria a de um sujeito qualquer que me ligasse dizendo que esse conto ta bacana , que as idéias aqui do blog estão legais... mas enquanto essa ligação não vem...o negócio é ficar esperando essa porra de telefone tocar.
Alguns segundos de silêncio na minha cabeça e de repente a porra do telefone toca...não era o Miranda, nem um sujeito qualquer conectado nas minhas ideias, nem muito menos o OZZY...era o chato do seu Genovencio, perguntando se a porra do documento do carro dele tava pronto, dali pra frente o fone não parou mais de tocar, e a merda é que nenhum era pra mim.
Obs: Esse conto ridiculo foi escrito quando me auto exilei em Tubarão Santa Catarina após colocar um ponto final na minha historia com a Maria do Relento por motivos de doideira mesmo, incapacidade de lidar com tanta rotatividade e as consequencias daquilo tudo após as turnes dos tres albuns que gravei com eles ,dá pra perceber que fui parar num escritorio que lidava com documentações ,foi uma diferença e tanto,mas salvou minha sanidade e recomeçou minha vida .
sábado, 1 de novembro de 2008
ROSE HILL DRIVE - MOON IS THE NEW EARTH

O fim do Wolfmother foi duro de suportar , confesso que isso me abalou mesmo, afinal era uma banda afinadissima nas referencias mais maravilhosas do rock , mas, enfim, já eras , mas é legal saber que tem muita gente seguindo a cartilha com elegancia e potencia por ae, um desses casos é a norte americana Rose Hill Drive ,que chega ao seu segundo trampo, nem tão explosivo quanto o primeiro mas nem por isso menos bacana .
Os caras começaram abrindo os shows do The Who e daí por diante vem chamando atenção por onde passam, pra quem curte um bom som setentão a banda é uma excelente opção , referencias boas é o que não falta tanto no debut homonimo de 2006 quanto em Moon is the new earth, tá dado a dica.
HARRY POTTER!!

Essa é cortesia dos meus amigos da banda Desvio Padrão , o figura em questão ae encima certa vez servia de estampa para uma MarkaDiabo do vocalista Ricardo Doutor que, por sua vez indagou a uma menina chegada da roda da turma: Tu sabe quem é esse cidadão aqui dessa estampa?
No que ela responde em alto e bom som:- Claro! ,é o Harry Potter!!!
E não é que ela acertou????.. afinal o cara tambem era o herói do filme e inclusive fazia mágica , sorte dele que ele não era o magic Alex !!
A MANSÃO MAL ASSOMBRADA



Ah.... se eu ganhasse na sena , a primeira coisa que faria seria comprar o moinho de mapledurhan na Inglaterra, na beira do rio Thames , dá uma olhada e ve se reconhece o bendito lugar , que um dia serviu de fundo a uma das mais antologicas e assustadoras capas de disco de todos os tempos, o primeiro Black Sabbath .
A VOLTA DO VINIL

Talvez por que eu seja de uma epoca diferente,um cara nascido em pleno reinado hippie ,que respirou os ares de woodstock, easy rider, minha cultura veio da era do vinil.
Quando adolescente garimpava discos pelos sebos empoeirados de Porto Alegre e aquele era o meu maior barato , pegar um vale do trampo e no sabado correr pro centro da capital atras de reliquias ou discos que completassem coleções de bandas...sei lá,talvez essa nova geração não faça ideia do que seja isso e do que isso refina nossa mente , afinal hoje é diferente, o canal é baixar discos de graça pela internet ,o cara bota pra downloadiar 100 discos por mes e se escuta 5 deles é muito,o canal hoje é simplesmente ter tudo em trocentos gigas de espaço pra apenas dizer que tem,não há experiencia nisso,não há o "degustar" , na minha epoca tinha.
A chegada do cd bagunçou o coreto ,fez com que muita gente,inclusive eu trocasse tudo q tinha por um novo catalogo em disc laser até eu entender que tinha escrito IDIOTA bem grande na minha testa, ora bolas, refiz todas minhas coleções de bandas prediletas e quando achava q tava legal vinham as gravadoras com outra jogada pra sugar o comprador , e ae inventaram o cd masterizado , fazendo com que o lance fosse comprar tudo de novo e depois , como se não bastasse inventaram o cd masterizado com dezenas de faixas bonus nos deixando sem alternativas senão readquirir todo catalogo de novo , chegou num ponto em que a saida mesmo era baixar os discos , por não haver mais grana pra sustentar nosso hobbie sonoro, acabando de vez com a magia de um disco.
Certa vez fui visistar o Beto Bruno ,da Cachorro Grande e ali vi a sala de som do cara , repleta de discos de vinil novissimos e um puta sistema de som ,i percebi que estava enganado quanto a "morte" do disco de vinil.
Havia um mercado vivo e crescente renascendo,um interesse que na verdade jamais tinha acabado, só mantinha-se invisivel a quem não manifestasse interesse .
A partir daquele momento alguns amigos começaram a sacar essa realidade e volta e meia me anunciavam a compra de alguns classicos em vinil , o que me deixava na maior fissura de fazer renascer aquele interesse novamente.
Comecei a perceber que as lojas especializadas passaram a trocar mostruarios de cds por vinis importados lindaços e aquilo foi o estopim para que eu decretasse voltar ao vinil e assim o fiz.
De alguns meses pra cá comecei a pesquisar por aparelhos, receivers , discos usados e novos e vi que o barato começava a tomar vida(há um arsenal de coisas na internet ,troquei o aparelho de cd por um prato technics usado, um receiver potente usado, mas ambos acessiveis ao bolso e recomecei a garimpar discos de vinil pela cidade e pela internet e nessas eu comecei a adquirir tudo que havia sentido pra mim , assim como comprar tb que lançamentos recentes como o disco da Wolfmother.
Foi a melhor sacada que tive e nessas venho descolando discos maravilhosos como a versão tripla de Who Next do The Who , a versão dupla de Sell Out tb do The Who , Pet Sounds do Beach Boys, Odessey Oracle dos Zombies e ainda achar discaços como Sargent Peppers e Abbey road por valores que vão de 15 a 20 pilas ,com 100 reais o cara volta com uma porrada de discos classicos embaixo do braço e pelo que vejo a procura é cada vez maior e as materias cada vez mais constantes em jornais , revistas e materias online por ae, o vinil voltou , ou melhor o reinteresse nele voltou e isso causa uma sensação de revalorização do disco , da banda , do que melhor foi feito na historia da musica ,do rock.
Lá fora, na compra de um vinil o comprador ganha uma senha para que o disco seja baixado gratuitamente , um lance bacana, afinal ,depois da invenção do mp3 facilita que o cara ouça seus sons prediletos andando por ae na rua ,uma alternativa ao estrago feito pela ambição das multinacionais,mega lojas como a livraria cultura já ostenta prateleiras dedicada a vinis de deixar qualquer um babando e não tem esse papo de qualidade inferior, o vinil é colossal quando o som é bom é só o cara pesquisar antes de investir e ser cuidadoso com essas verdadeiras obra-primas .
Bom, sei lá, uns dizem que é delirio meu, mas acho que o mercado deveria apostar nesse ainda pequeno mas significativo fenomeno porque pode revitalizar o comercio musical que anda quebrando bandas , gravadoras e lojas , pode ser nostalgia minha , mas esse pessoal que anda revalorizando a musica atraves do retorno as compras de vinil são aqueles que realmente admiram as bandas que gostam, aqueles que realmente a merecem.
DICA:THE WALDOS-RENT PARTY

Dica interessante para quem ainda não conhece é a "The Waldos", banda do Walter Lure ex membro dos Heartbreakers de Johnny Thunders , o album "Rent Party", mesmo lançado em 94 e sem grandes alardes traz de volta os bons tempos da era Nova iorquina de 77 , rock'n'roll puro , tipico daqueles pubs enfumaçados e fétidos , banheiros podres e todo aquele climão saudavel do bom é quando faz mal.
CONTOS DO NINO
A CABEÇA DO DOUTOR ROCK’N ROLL
Tudo estava radiante pra mim naquela noite fria, afinal eu seria o dj, finalmente, daquela festa rock n’ roll naquela casa chiquerrima top da cidade onde, por esses desvios da vida eu havia parado naquela época, mal sabia eu o que estava por vir...
Nos meus discos, entre opções psicodélicas, funks 77pesados, brit popsglams rocks, punks jurássicos e modernóides optei por rockões dos anos setenta que entre os petardos disponíveis poderia agradar e me tornar por uma noite o rei do pedaço, o doutor rock n’ roll em pessoa!!!
A casa tava cheia, cheia de patricinha e magal (magal pra quem não sabe eh como a gente apelidava os playboizinho filhinhos de papai) todos dançando alegres e faceiros ao som da hora do dj residente que esquentaria as turbinas pra entrada colossal do doutor rock n’ roll, como anunciado no cartaz da festa.
A hora chegou, apresentada a atração da noite, lá vou eu feliz da vida dando um play em godzilla do blue oyster cult, um rockaço.Nos primeiros dez segundos da musica veio o choque:o publico estancou como se estivesse brincando comigo de stop, todo mundo me fitou e eu me senti como o frodo olhando no olho do sauron, olhando nos olhos daquela gente...engatei a segunda:”Gimme all your love” do ZZ top e as vaias começaram a explodir,”Hold Back The Water”, disparada em seguida poderia causar um frisson como causou naquele baile irado de Cidade de Deus, triste engano, foi justamente ai que entra na cabine um brutamontes metido a badboy com cara de baby johnson gritando e rosnando por uma tal de “créu”, toca um “Créu” ae meu, e segurando um machado nas mãos decepa violentamente um de meus braços... sangrando muito e com uma dor extrema não me faço de rogado, afinal o rock haveria de vencer, tasquei um ”Hair of the Dog” neles, aquele rockaço do NAZARETH e o publico parecia começar a distorcer suas feições como numa cena de “Um drink no inferno”, pedras pontiagudas começaram a ser disparadas em minha direção, assim como pedaços de pau com pregos encravados, machucado pelos instrumentos de tortura medievais mal conseguia me esquivar da ira da multidão quando dois pitbulls raivosos e três poodles do inferno saltaram sobre mim e começaram a devorar minhas pernas enquanto o publico urrava por “pagode” toca um pagode ae seu filha da puta!!, rosnava a multidão monstruosa e impiedosa.
Destroçado, esvaindo, sem braço e já sem minhas pernas me negava a morrer e em homenagem a isso mandei o play em ”Never Sae Die” do Sabbath...
O publico havia se transformado em demônios colossais e dementes, um deles com quatro metros de altura dotado de asas de morcego e dentes de tubarão usando um imenso botom com a capa do disco da novela das oito avançou sobre mim enquanto eu, desmembrado arriscava um “Rock Bottom” do Ufo, puro tempo perdido cutucando onças com vara curta... e ainda não tinha nem sequer rolado um ACDC, quem sabe um ACDC ou um DETROIT ROCK CITY... mas ali estava eu naquela noite que era pra ser memorável, o retorno do rei! do rei do rocknroll... ali, sendo dizimado pelas seqüelas irreversíveis deixadas pela radiação mortal e horripilante da massificação e lavagem cerebral imposta a essa moçada sem passado e sem raiz, devorado dantescamente finalmente perdi os sentidos e apaguei por um momento, tudo escureceu, imaginei se tratar de um pesadelo. Enquanto mantinha meus olhos fechados... Ao abri-los percebi toda a realidade que me circundava, restava apenas a minha cabeça jogada no chão sujo de copos amassados cheirando a cerveja choca e rodeado de guimbas de cigarro, numa poça de sangue vertida de minhas veias que outrora correram livremente ao som de Beatles e Stones assim, assim como a explosão de todos os movimentos culturais que presenciei no universo alucinado do rock n’ roll, visões de meu primeiro vinil, o Blizzard do Ozzy, o impacto dos Pistols, dos Dead Kennnedys, dos Ramones, a densidade envolvente de um Closer do Joy Division, a revolução do Nirvana, a volta ao passado pelas caixas dos Nuggets, o arrebatamento de um Ok Computer, a porra louquice de um Iggy pop, o quebra-quebra de um Monumental The Who... tudo era tão apenas fragmentos na minha mente, meus discos estraçalhados no chão, a festa tinha acabado ou eu eh que tinha acabado com a festa?
Mas eis que de repente percebo não estar só, um ruído vindo do lado esquerdo de minha pobre cabeça me fez notar que havia mais alguém ali ...do outro lado da pista outra cabeça jazia viva, de rosto surrado, barba mal feita cabelos desgrenhados e fétidos, me gritava lá do outro lado com a boca escancarada quase cheia de dentes: TOCA UM RAUL AI, VELHO?
DEADORALIVEINFO
ROCK TEXANO MATADOR PRA FANS DE GRAND FUNK

Banda Americana descoberta pelo empresario Terry Knight (que foi responsavel pela vinda dos Stones á America e pelo empurrão ao fenomeno americano Grand Funk Railroad ).
Terry descobriu o Bloodrock após ser demitido pelo pessoal do Grand Funk, levando em conta o faro desse cara já dá para saber que pouca coisa não é.
Lançaram otimos albuns na decada de 70 ,com destaque aos 4 primeiros, que traziam uma cacetada sonora , uma espécie de Grand Funk mais pesado e menos suingado , comparação que nunca agradou a critica , embora seja altamente recomendavel conhecer o trabalho desses caras.


























